Facção busca aprender técnicas de guerra do conflito para usar contra rivais e policiais.

A polícia investiga se Philippe Marques Pinto, que afirma ser um traficante do Comando Vermelho, foi lutar na guerra da Ucrânia para aprender táticas de combate.
A Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) aponta que ele viajou três vezes para Portugal, sem registro de retorno na última.
Na primeira viagem, ele passou seis meses na Europa, desde junho de 2023. A segunda aconteceu em junho do ano passado e durou um ano. Sua última ida para o continente foi em setembro.
Phillipe tem duas anotações criminais ligadas ao tráfico de drogas. A polícia afirma que ele tem ligações com o traficante Antonio Hilário Ferreira, conhecido como Rabicó, considerado chefe da facção no Complexo do Salgueiro.
A polícia conseguiu acesso a imagens dele vestido em roupas militares com a bandeira da Ucrânia e segurando armamentos pesados.

Além disso, foi encontrado um vídeo no qual ele aparece sem camisa com calça militar segurando um fuzil AK47 enquanto jura lealdade à facção.
“É o comando vermelho puro e sem mistura. Forte abraço pro meu mano Cafu. Eterno dono da favela da Central na Ralve Veiga, no Alcântara. Um forte abraço para todos os irmãos que estão na correria aí, estão na luta do dia a dia.”
A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) instaurou um inquérito para investigar os crimes de apologia ao tráfico, associação criminosa e possíveis conexões internacionais.
O tráfico de drogas carioca tem se militarizado cada vez mais. Além das facções utilizarem armamentos de guerra, tem incorporado roupas camufladas e drones com bombas.
A Brasil Paralelo investigou como a cidade maravilhosa se transformou em uma verdadeira zona de guerra com o documentário Rio de Janeiro: Paraíso Infernal.
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