O governo de Donald Trump respondeu, e disse que vai monitorar a integridade das eleições no Brasil.

Durante a Convenção Nacional do PDT, o presidente Lula desafiou diretamente o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
"Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país".
A declaração ocorreu no mesmo evento em que o PDT oficializou, por unanimidade, apoio à pré-candidatura de Lula à reeleição.
Nesta quinta-feira (23), o governo americano reagiu. Questionado pelo g1, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que os EUA têm interesse pela integridade das eleições.
"Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil"
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Durante o discurso, Lula também criticou os brasileiros que buscam apoio das autoridades americanas para pressionar por sanções contra o próprio país.
De acordo com o presidente, o Brasil permitirá a presença de observadores internacionais durante as eleições, mas não vai aceitar qualquer tipo de interferência de outros governos no processo eleitoral.
O presidente também reforçou o tom da disputa eleitoral que se aproxima.
"Nós não temos o direito de perder essas eleições. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo, o fascismo, volte a pensar em governar esse país".
As declarações de Lula acontecem cerca de um mês depois de Flávio Bolsonaro apresentar uma notícia-crime ao STF contra o presidente.
O pedido de investigação foi motivado por uma declaração anterior de Lula, em que ele afirmou que "antigamente traidor era enforcado". Segundo Flávio, a fala configura suposta ameaça e incitação ao crime.
O episódio também acontece em meio a um momento de tensão crescente entre os governos brasileiro e americano, agravado recentemente pela imposição de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Rubio já havia feito uma publicação em que afirmou que o governo não agiu de boa fé nas negociações sobre as tarifas.
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