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Flávio Bolsonaro culpa Lula pelo tarifaço dos EUA: “estamos num avião sem piloto”

Flávio repostou fala de Marco Rubio, que acusou Lula de colocar o próprio ego à frente de um acordo comercial.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Flávio Bolsonaro
Fonte da imagem: Agência Senado

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O governo americano confirmou uma sobretarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor no dia 22 de julho.

O senador Flávio Bolsonaro seguiu o entendimento do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e culpou o presidente Lula pela decisão.

Ao compartilhar uma postagem de Rubio no X, o senador afirmou que:

"Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto", escreveu Flávio no X.

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As declarações foram divulgadas poucas horas depois de o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) oficializar a nova tarifa, determinada pelo presidente Donald Trump.

A sobretaxa de 25% entra em vigor no próximo dia 22 de julho e será aplicada sobre diversos produtos brasileiros

Como ela será somada às tarifas de importação já existentes, um produto que antes pagava 5% de imposto, por exemplo, passará a pagar 30%.

O governo brasileiro afirmou que Não há justificativa para medidas unilaterais contra o país.

Em nota, o presidente Lula classificou o dia 15 de julho como um "marco lastimável" nas relações entre os dois países, repudiou a decisão americana e afirmou que vai acionar a Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso.

Ao mesmo tempo, o governo americano manteve uma lista de exceções para produtos que não serão taxados, como:

  • café;

  • carne bovina;

  • laranja;

  • mel orgânico;

  • açaí;

  • terras-raras.

O que motivou a decisão?

A medida é resultado de uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A medida autoriza os EUA a aplicarem sanções comerciais quando concluem que outro país adota práticas consideradas desleais ao comércio americano.

Segundo o relatório divulgado pelo órgão, a investigação apontou problemas em seis áreas da política brasileira

A investigação havia sido aberta em julho de 2025, quando Donald Trump anunciou uma ofensiva comercial contra o Brasil.

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Ainda há espaço para negociação?

Apesar da oficialização das tarifas, o governo americano afirmou que as negociações não estão encerradas.

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou que as conversas mantidas com o Brasil ao longo do último ano não foram suficientes para solucionar as questões levantadas pela investigação. 

Ainda assim, ele disse que Washington segue aberta a discutir mudanças que consideram necessárias nas áreas apontadas pelo relatório.

Na prática, isso significa que a entrada em vigor das tarifas não impede novas rodadas de negociação entre os dois governos. Caso haja avanços nas discussões, o tema poderá ser revisto futuramente.

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