Política5 min de leitura

Câmara americana censura deputado por interromper discurso de Trump

Deputado é repreendido por gritar contra Trump; 10 democratas apoiam censura.

Por
Redação
Publicado em
Câmara dos EUA censura Al Green por interromper Trump
Fonte da imagem: Nawfall no X

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Câmara dos Representantes dos EUA censurou o congressista democrata Al Green, do Texas, por interromper o discurso do presidente Donald Trump em uma sessão conjunta do Congresso.

A votação terminou em 224 a 198, com 10 democratas se unindo aos republicanos, marcando um raro apoio bipartidário à medida.

A censura é uma repreensão formal e foi motivada pelo comportamento de Green na noite de 4 de março, quando ele gritou e apontou sua bengala durante a fala de Trump, sendo escoltado para fora por ordem do presidente da Câmara, Mike Johnson.

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O momento da interrupção

A interrupção ocorreu logo nos primeiros minutos do discurso de Trump, em 4 de março de 2025. Quando o presidente afirmou que sua vitória em 5 de novembro de 2024 foi “um mandato não visto em décadas”, Green se levantou, ergueu sua bengala preta e gritou: 

“Você não tem mandato para cortar o Medicaid!” 

  • Medicaid é um programa de saúde social nos EUA que oferece cobertura médica para famílias e indivíduos de baixa renda. A iniciativa é financiada pelo governo federal e estados norte-americanos.

Os republicanos vaiaram e gritaram “USA! USA!”, enquanto Johnson exigiu que Green se sentasse. Após recusar repetidamente, ele foi removido pelo sargento de armas, em um episódio que dominou as manchetes e expôs a polarização no Congresso.

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Motivos e apoio bipartidário

A resolução de censura, proposta pelo republicano Dan Newhouse, de Washington, acusou Green de “violação do decoro” e foi vista como necessária para manter a ordem institucional. 

Curiosamente, 10 democratas votaram a favor, rompendo com a liderança do partido, que pedia moderação durante o discurso de Trump.
Os deputados democratas que apoiaram a censura foram:

  • Henry Cuellar (Texas)
  • Jared Golden (Maine)
  • Vicente Gonzalez (Texas)
  • Don Davis (Carolina do Norte)
  • Marie Gluesenkamp Perez (Washington)
  • Greg Landsman (Ohio)
  • Susie Lee (Nevada)
  • Mary Peltola (Alasca)
  • Chris Pappas (New Hampshire)
  • Kim Schrier (Washington)

Segundo analistas, esse grupo de moderados  buscou se distanciar de gestos vistos como desrespeitosos. Críticos progressistas alegam que a censura foi uma reação exagerada, defendendo que Green apenas expressou a voz de seus eleitores.

Consequências e clima político

A censura não traz punições práticas, como multas ou perda de mandato, mas mancha o histórico político de Green. 

Ele é o primeiro congressista censurado por interromper um discurso presidencial, diferindo de casos como o de Joe Wilson, que em 2009 enfrentou apenas uma resolução de desaprovação por gritar “Você mente!” a Obama. Após a votação, Green permaneceu no plenário enquanto a resolução era lida, e democratas cantaram “We Shall Overcome” em solidariedade.

O episódio sublinha o ambiente hostil no Congresso desde a posse de Trump em janeiro de 2025. 

Enquanto republicanos celebram a disciplina, vozes progressistas lamentam a falta de resistência mais ampla ao presidente, sugerindo que o partido democrata segue dividido em sua estratégia.

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