O candidato disse que a postura da Corte no caso foi “absurda” e “deplorável”.

Durante o Fórum da Liberdade, Ronaldo Caiado respondeu a algumas perguntas da Brasil Paralelo.
O candidato à presidência criticou a investigação contra uma fonte do jornalista Luís Pablo.
Ele se tornou alvo do STF após publicar que familiares de Flávio Dino estavam usando veículos oficiais de maneira irregular:
“Isso é um absurdo, é inaceitável, isso é inadmissível. Quebraram uma regra que existe em todos os países, não apenas no Brasil”, afirmou Caiado.
O presidenciável seguiu defendendo que o Estado não pode punir uma fonte jornalística por repassar uma informação:
“A fonte é inatingível. Uma informação de um jornalista, que ele recebeu de uma fonte não pode ser colocada em cheque da maneira que foi, é deplorável essa atitude”.
Desde o começo da campanha, o candidato vinha tentando abordar a crise institucional com o STF de maneira mais neutra.
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Luís Pablo já havia sido alvo de busca e apreensão em março, depois de publicar reportagens sobre o ministro Flávio Dino.
Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu aparelhos eletrônicos, computadores e celulares.
Segundo o advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, a nova operação se baseia em informações extraídas dos aparelhos do jornalista.
A defesa afirma que a quebra de sigilo teria levado a polícia a concluir que Cutrim repassava informações a Pablo. O advogado criticou a linha da apuração.
“Estão investigando a fonte do jornalista e o advogado do jornalista, mas não investigam o que o jornalista denunciou, que foi o uso irregular dos carros oficiais”, disse o advogado de Cutrim à CNN Brasil.