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Bitcoin pode ser o grande vencedor da guerra comercial entre EUA e China: “a única alternativa verdadeiramente descentralizada”

Para Arthur Hayes, fundador da BitMEX, o Bitcoin pode emergir como o grande vencedor deste novo cenário.

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Redação Brasil Paralelo
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Arthur Hayes construiu sua carreira no Deutsche Bank e no Citigroup antes de fundar uma das maiores plataformas de derivativos de Bitcoin do mundo.
Fonte da imagem: Arthur Hayes construiu sua carreira no Deutsche Bank e no Citigroup antes de fundar uma das maiores plataformas de derivativos de Bitcoin do mundo. Foto: Crypto Group

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A escalada de tensões econômicas entre Estados Unidos e China abriu uma nova frente de incertezas no mercado internacional. Hayes, que construiu sua carreira no Deutsche Bank e no Citigroup antes de fundar uma das maiores plataformas de derivativos de Bitcoin do mundo, vê na atual disputa comercial o prenúncio de algo ainda maior: a desglobalização da economia e o desacoplamento entre os dois maiores polos financeiros do planeta.

A desglobalização é o processo pelo qual países começam a reduzir sua integração econômica internacional, priorizando a produção interna e impondo barreiras comerciais, como tarifas e sanções. Em vez de cadeias de produção espalhadas pelo mundo, cada nação passa a buscar mais autossuficiência. 

Já o desacoplamento econômico refere-se especificamente à separação das economias dos Estados Unidos e da China, que há décadas são interdependentes em comércio, tecnologia e investimentos.

Em uma carta recente a investidores, ele apontou que a crescente fragmentação dos mercados internacionais favorece ativos que não dependem de governos, bancos centrais ou sistemas bancários tradicionais:

“O Bitcoin é uma moeda neutra, resistente à censura e à manipulação estatal. Em um mundo em que o dólar e o yuan se tornam armas econômicas, o Bitcoin se torna a única alternativa verdadeiramente descentralizada.”

Desglobalização e o enfraquecimento das moedas tradicionais

O processo de desglobalização já vem sendo observado em medidas como tarifas comerciais, restrições a investimentos estrangeiros e o incentivo à produção interna em detrimento das cadeias globais. 

Na prática, como explica Hayes, essas políticas tendem a gerar inflação, encarecimento de produtos e deterioração da confiança em moedas fiduciárias.

A resposta previsível dos bancos centrais de imprimir mais dinheiro para amortecer os efeitos da crise, só deve agravar o problema, minando ainda mais o valor das moedas nacionais. 

É nesse ambiente de incerteza e fragmentação que o Bitcoin pode florescer como um ativo escasso, programável e sem dono. 

“A guerra comercial é apenas o início. Estamos entrando em uma era de desglobalização monetária. E, nesse novo mundo, o Bitcoin será um dos poucos ativos verdadeiramente globais.”, afirmou Arthur Hayes.

Um padrão já observado em crises anteriores

A previsão de Hayes se apoia em tendências que já se manifestaram em outras crises. Durante a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, o Bitcoin se mostrou uma alternativa viável para transferência de recursos em meio ao colapso bancário. 

O governo ucraniano arrecadou mais de 100 milhões de dólares em criptomoedas e cidadãos comuns usaram a rede para preservar seus patrimônios.

No mesmo período, a Rússia também buscou alternativas ao sistema bancário tradicional após ser desconectada do sistema SWIFT. As criptomoedas surgiram como uma das poucas opções de movimentação financeira em escala internacional.

Para Hayes, a história pode se repetir em uma escala ainda maior caso o desacoplamento entre Estados Unidos e China se intensifique.

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