Investigação mira mercado de exploração sexual e prostituição infantil.

A Polícia Civil prendeu uma mulher de 55 anos e um piloto de 60 anos em uma operação contra a exploração infantil em São Paulo.
Ela é acusada de vender três netas, de 11, 12 e 15 anos, para o tripulante Sérgio Antonio Lopes.
O esquema funcionava de forma organizada, com pagamentos em dinheiro e troca de favores, garantindo ao agressor acesso livre às vítimas dentro da própria família.
A investigação da Operação "Apertem os Cintos" revelou que o perigo para as vítimas morava dentro de casa. Em vez de proteger as netas, a avó era a principal facilitadora dos abusos.
Ela negociava as crianças diretamente com o piloto. A polícia aponta que essa dinâmica de venda e exploração era uma prática que se estendia por quase uma década.
A mulher foi detida em sua residência e agora responde por crimes que somam penas pesadas, incluindo estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição.
O piloto Sérgio Antonio Lopes supostamente usava sua posição e recursos para sustentar a rede. Ele foi preso por policiais do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) na cabine de comando do avião, pouco antes de decolar para o Rio de Janeiro.
As investigações mostram que o piloto não apenas abusava das meninas entregues pela avó, mas também usava documentos falsos para entrar em motéis com menores de idade e produzia material de pornografia infantil para venda.
Até agora, três vítimas foram identificadas. A Polícia Civil agora busca entender se outras crianças da família ou da região também foram vítimas dessa rede.
Além da avó e do piloto, outros dois suspeitos são alvos de busca e apreensão.
Esta notícia surge enquanto o caso Jeffrey Epstein traz o abuso e o tráfico infantil para o centro do debate global.
A Brasil Paralelo produziu uma investigação sobre o tema. Para entender os bastidores de um dos maiores escândalos sexuais da história, clique aqui e garanta seu acesso.
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