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Brasil contabilizou dez estupros por hora em 2025. Maioria das vítimas são crianças

Levantamento revela salto de 72% no número de casos em dez anos.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Sombras de mãos
Fonte da imagem: G1

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Em 2025, o Brasil registrou 83 mil casos de estupro, uma média de 227 vítimas por dia, ou um crime a cada seis minutos. À primeira vista, a queda de 11% em relação ao ano anterior sugere um recuo da violência.

Mas os dados mostram algo mais grave: 7 em cada 10 vítimas tinham menos de 14 anos e os casos contra crianças cresceram 1% no último ano.

Em dez anos, o número total de vítimas saltou 72%, passando de cerca de 48 mil em 2015 para mais de 83 mil.

A violência se concentra em estados menores, enquanto especialistas debatem se o avanço reflete mais crimes ou mais denúncias.

O recuo recente existe, mas o quadro de longo prazo revela um problema persistente, com crianças no centro da violência sexual no país.

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Menores são os principais alvos

Os dados compilados pelo Ministério da Justiça revelam que a violência sexual no Brasil tem um alvo principal e indefeso: as crianças.

Das 83 mil vítimas registradas no último ano, mais de 58 mil tinham menos de 14 anos. Isso significa que 7 em cada 10 estupros reportados no país são contra vulneráveis.

Enquanto a taxa geral de estupros mostrou um recuo, o aumento nos casos envolvendo menores de idade acende um alerta sobre a segurança no ambiente doméstico e escolar, locais onde a maioria desses crimes costuma ocorrer.

O crime não se distribui de forma igual pelo país. As maiores taxas estão em estados menores, onde a rede de proteção costuma ser mais frágil:

  • Maiores taxas: Roraima (92,18), Mato Grosso do Sul (91,87) e Rondônia (90,76).
  • Menores taxas: Ceará (20,60), Minas Gerais (25,47) e Pernambuco (25,42).

Apesar da queda pontual observada entre 2024 e 2025, o panorama de longo prazo é de agravamento.

Em 2015, o Brasil registrava cerca de 48 mil vítimas anuais; dez anos depois, esse número ultrapassou os 83 mil.

De acordo com o G1, especialistas debatem se esse salto de 72% nos últimos 10 anos reflete um aumento real da violência ou uma maior coragem das vítimas em denunciar.

A queda de 11% é um avanço, mas o Brasil ainda vive uma epidemia de violência que atinge milhares de crianças todos os dias.

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