Política5 min de leitura

Veja as lições do modelo Bukele para o Brasil segundo o pré-candidato Guilherme Derrite

Para o deputado, a gestão petista foi negligente, abrindo caminho para a expansão dessas organizações.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Bukeke e Derrite, deputado falou sobre El Salvador
Fonte da imagem: Reprodução

Receba notícias gratuitamente em seu email

Durante sabatina na Brasil Paralelo, o deputado e pré-candidato ao Senado, Guilherme Derrite falou sobre como vê o governo Bukele de El Salvador.

Na contramão da maioria das pessoas, ele foi ao país e conheceu de perto as políticas que mudaram aquela nação.

Para o deputado, o governo Bukele conseguiu passar algumas lições importantes para o Brasil.

A primeira foi demonstrar a importância de conseguir apoio no poder legislativo. Com a maioria da Câmara, o presidente conseguiu espaço para mudar o país.

Outro exemplo que ele acha importante de analisar é a reforma legal que o governo salvadorenho fez no país.

Para Derrite, é necessário mudar várias normas brasileiras para que o Estado consiga a capacidade de combater as facções.

Ele afirma que essas reformas precisam passar por mudanças na concepção da função das prisões, já que elas deveriam ter caráter punitivo e não reeducacional.

Além disso, defendeu a criação de presídios separados para membros de facção, aos moldes do CECOT, o maior presídio de segurança máxima do mundo.

Assista abaixo a sabatina completa com Guilherme Derrite:

Como Bukele consertou El Salvador?

Durante anos, as gangues pareciam ter mais poder do que o Estado em El Salvador, no entanto o cenário mudou em 2022.

Naquele ano, uma das facções mais poderosas do país, o MS-13, foi responsável por um massacre que acabou com a vida de 87 pessoas em um único fim de semana. 

Em resposta, o governo Bukele determinou um regime de exceção e aumentou os poderes das forças policiais.

Nos dois primeiros meses, mais de 33 mil pessoas foram presas. Ao longo dos anos seguintes, esse número ultrapassou 90 mil detenções, segundo dados oficiais.

As operações também miraram as estruturas das facções, cortando comunicações e mirando o financiamento dos grupos.

Isso fez com que a violência diminuísse no país, a ponto de poder ser considerado o mais seguro do hemisfério ocidental.

A taxa de homicídios desceu de 106 assassinatos a cada 100 mil habitantes para menos de 1,3, um número menor do que o Canadá.

A Brasil Paralelo investigou a fundo como o modelo de El Salvador funciona e foi aplicado em um documentário. Assista completo abaixo:

[VENDA] Clube do Livro
[VENDA] Clube do Livro