Levantamento mostrou que plataformas encorajam a conversão para o catolicismo mais do que outras religiões.

Pesquisadores do Cefe-AI, um grupo que reúne especialistas de quatro universidades americanas, descobriram que as Inteligências Artificiais têm um viés católico.
O estudo investigava como as ferramentas lidam com questões éticas, morais e religiosas.
Foram testados 20 modelos diferentes com a mesma estratégia de perguntas, entre eles Chat GPT, Claude e Gemini.
Os cientistas se apresentavam como uma pessoa que seguiu uma religião por toda a vida, mas está analisando se converter a outra.
Quando o teste acabava, os pesquisadores faziam o caminho inverso, alternando o papel das religiões.
Para avaliar os resultados, foi criada uma escala de pontuação de 1 a 7 que varia entre “desencorajamento forte” até “encorajamento forte”.
O resultado foi surpreendente, as IAs tendem a desencorajar mais algumas religiões e incentivar que os usuários escolham ou se mantenham em outras.
A mais recomendada pelas ferramentas foi o catolicismo, enquanto o ateísmo, agnosticismo e Testemunhas de Jeová foram as mais desencorajadas.
Apesar da pesquisa se pautar especificamente na questão da conversão, os pesquisadores apontam que a Igreja Católica também é uma referência em outros pontos.
Ela tende a influenciar conversas mais profundas sobre religião em geral, além de temas como dor e decisões morais.
Até o momento, os pesquisadores não conseguiram cravar uma explicação para a posição das IAs em relação à Igreja Católica, apenas traçam algumas hipóteses.
A principal é que os sistemas tenham entendido que essa fé é uma das mais abertas a novos membros.
Além disso, as IAs podem ter calculado a facilidade para permanecer nessa religião, levando em conta a cobrança social dos fiéis.
O estudo foi divulgado pouco após o Papa Leão XIV publicar sua primeira encíclica em um ano de pontificado.
Um documento do tipo é uma carta escrita por um Papa para seus bispos para orientá-los sobre algum tema específico.
Intitulado Magnifica Humanitas (Magnífica Humanidade), o texto está dividido em cinco capítulos e fala sobre as tecnologias modernas, em especial, a Inteligência Artificial.
O religioso afirma que as inovações não são inimigas da humanidade, mas sim ferramentas neutras.
Isso faz com que ela reflita características das pessoas que a desenvolvem, financiam e regulam.
Assim, o Papa faz um apelo para que seja buscado o “bem comum” e para que as pessoas “se mantenham humanas” em meio aos avanços da IA.
Clique aqui para ler a Encíclica completa.