O Ditador chinês também falou sobre acelerar acordos comerciais com o Brasil e o Mercosul.

Em meio à crise com o governo americano, Lula teve uma conversa que durou mais de uma hora com Xi Jinping.
O líder chinês prometeu ajudar na "na defesa de sua soberania e independência, na oposição à interferência externa e na contribuição para a manutenção da paz e da estabilidade regional e mundial".
O governo brasileiro afirmou que o Xi também defendeu uma aproximação estratégica entre os dois países:
"Xi Jinping afirmou que a China está pronta para fortalecer ainda mais a coordenação estratégica bilateral e multilateral com o Brasil, mantendo assim o ímpeto positivo na construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado", diz a nota.
Do outro lado, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os dois países devem permanecer "firmemente do lado certo da história" e ampliar a cooperação.
Segundo o Palácio do Planalto, a conversa tratou da implementação de projetos conjuntos de desenvolvimento entre os dois países.
Os dois concordaram sobre a importância de acelerar as negociações para um acordo entre Mercosul e China, respeitando as flexibilidades necessárias para o bloco.
A ligação aconteceu poucos dias após o governo Trump ampliar a pressão comercial sobre diversos parceiros.
Além da tarifa de 25% aplicada a parte das exportações brasileiras, os Estados Unidos anunciaram uma nova cobrança de 12,5% sobre produtos de 60 países, entre eles Brasil e China.
Washington justificou a medida afirmando que esses países não adotaram ações suficientes para combater importações ligadas ao trabalho forçado.
No mesmo dia da conversa entre Lula e Xi Jinping, o Ministério do Comércio da China voltou a criticar as novas medidas anunciadas por Washington.
Em nota oficial, o governo chinês afirmou que se opõe "firmemente" às tarifas, classificando-as como medidas unilaterais e protecionistas.
Segundo Pequim, os Estados Unidos utilizam acusações de trabalho forçado como justificativa para impor barreiras comerciais.
A China também acusou Washington de não ter ratificado a Convenção sobre Trabalho Forçado de 1930 e de utilizar o tema de maneira política.
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