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Trump afirma que está acompanhando a caça às bruxas do Brasil: “Deixem Bolsonaro em paz”

Saiba como Lula respondeu à perseguição de Trump

Por
Redação
Publicado em
Jair Bolsonaro e Donald Trump, se encontraram em 2020
Fonte da imagem: Site Jovem Pan

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Donald Trump saiu em defesa de Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (7). Em texto publicado em sua rede, a Truth Social, ele acusou o Brasil de conduzir uma “perseguição política implacável” contra o ex-presidente brasileiro. A declaração agitou as redes sociais e colocou o julgamento de Bolsonaro no radar internacional:

“O Brasil está fazendo uma coisa terrível no tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu tenho observado, assim como o mundo, enquanto eles não fazem nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano!”

Segundo Trump, Bolsonaro, familiares e apoiadores são alvos de uma verdadeira “caça às bruxas” promovida pelo Estado brasileiro. Em sua mensagem, também afirmou que a única coisa da qual Bolsonaro pode ser acusado é de ter defendido os interesses do povo.

“Ele não é culpado de nada, exceto de ter lutado PELO POVO”.

A declaração do norte-americano ocorre num momento em que o ex-presidente enfrenta uma série de processos na Justiça brasileira, incluindo uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Trump acredita que processo é uma forma de neutralizar um adversário forte

Na publicação, o republicano se refere a Bolsonaro como “líder forte” e patriota. Também destaca que, após uma eleição muito apertada, o ex-presidente lidera as pesquisas de intenção de voto no Brasil.

Ele avalia o processo judicial como uma tentativa de neutralizar um adversário político forte, estratégia que afirma já ter enfrentado pessoalmente.

“Sua eleição foi muito apertada e agora ele está liderando nas pesquisas. Isso não é nada mais, nem menos, do que um ataque a um oponente político — Algo sobre o qual eu sei muito!”.

Segundo ele, os ataques sistemáticos ocorrem pelo fato de ele ter se mantido firme em sua posição de representar os interesses do cidadão comum.
Ao defender o ex-presidente brasileiro, Trump indicou que os processos judiciais em andamento não têm outra função senão enfraquecer uma figura de oposição em ascensão.

A Brasil Paralelo irá discutir o assunto profundamente no programa Cartas na Mesa, hoje às 20h. Clique aqui e assista. 

Para Trump, apenas os eleitores deveriam julgar Bolsonaro

A publicação de Trump termina com um apelo direto e contundente: “DEIXEM BOLSONARO EM PAZ!”. O republicano deixou claro que continuará acompanhando de perto o que está acontecendo no Brasil. Também alertou que o povo brasileiro não aceitará passivamente a perseguição que, segundo ele, está sendo promovida contra Bolsonaro, seus familiares e seus apoiadores.

“O grande povo do Brasil não aceitará o que estão fazendo com seu ex-presidente. Estarei observando a CAÇA ÀS BRUXAS contra Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores, muito de perto”.

Ele ainda reforçou sua convicção de que a única forma legítima de julgamento em uma democracia é o voto. Para Trump, Bolsonaro deveria estar sendo avaliado nas urnas, e não em tribunais.

“O único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil — Isso se chama Eleição”, completou.
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Declaração de Trump coloca polêmica entre Bolsonaro e STF sob holofotes internacionais

Em 26 de março de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou, por unanimidade, denúncia da PGR contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados, tornando-os réus por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes conduz o processo, que ganhou relevância pela gravidade das acusações e pelo impacto político. 

Em 10 de junho, Bolsonaro depôs no STF, negando planos de ruptura institucional e afirmando respeitar a Constituição, chamando o golpe de “abominável” e de consequências imprevisíveis. Donald Trump, presidente dos EUA, defendeu que Bolsonaro seja julgado nas urnas, não nos tribunais, trazendo dimensão internacional ao caso.

“Golpe é uma coisa abominável. O ‘day after’ seria imprevisível e danoso para o Brasil”.

Enquanto isso, a declaração de Donald Trump, presidente dos EUA, trouxe ao caso uma dimensão internacional. Trump defendeu que Bolsonaro deveria ser julgado nas urnas, não nos tribunais. 

Sem citar Trump, Lula reage: “O Brasil não aceita tutela de ninguém”

Lula respondeu às declarações do presidente dos Estados Unidos. Sem citar Trump,  afirmou em nota institucional que cabe exclusivamente ao povo brasileiro defender a democracia e que o país não aceita interferências externas.

“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito”.

A mensagem foi replicada também em seu perfil pessoal em uma rede social.

Durante entrevista coletiva concedida após a Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, Lula optou por não mencionar diretamente Trump. Questionado sobre o posicionamento do líder norte-americano, o presidente brasileiro destacou que o Brasil tem leis e que estrangeiros não devem se intrometer em seus assuntos internos.

“Não vou comentar essa coisa do Trump e do Bolsonaro. Tenho assuntos mais importantes para tratar. Este país tem leis, tem regras, e um dono chamado povo brasileiro. Então, cuidem das suas vidas e deixem a nossa em paz”.

Embora a nota oficial da presidência não cite explicitamente o nome de Trump, a publicação ocorreu poucas horas após a postagem do americano, em tom semelhante ao adotado por outros membros do governo.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), também se manifestou, reforçando o compromisso com a soberania nacional e com a independência do sistema judiciário brasileiro. Segundo ela, o Brasil conduz seus processos dentro do marco legal democrático.

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