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Sérgio Moro afirma Bolsonaro está sendo tratado com mais rigor que Lula

O ex-juiz alegou que o presidente não foi indiciado por ficar com presentes recebidos durante seu mandato.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Sérgio Moro e Jair Bolsonaro
Fonte da imagem: Reprodução/Agência Brasil/Senado

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Na quinta-feira (04/07), a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro por lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato. O fato tem causado grande repercussão na política brasileira. 

Uma das personalidades que autou no mundo juridíco e atuamente é uma importante voz no Senado Federal é o juiz Sérgio Moro. O ex-ministro da Justiça foi um dos mais populares membros da equipe do governo Bolsonaro. Por outro lado, por outro lado, também protagonizou embates incisivos com o ex-presidente. Moro realizou uma análise jurídica informal sobre o indiciamento: 

Num post no X, antigo Twitter, o ex-juiz afirmou que Lula não foi indiciado por peculato por se apropriar de presentes recebidos enquanto exercia seus primeiro e segundo mandato.

“Mesmo durante a Lava Jato tudo foi tratado como uma infração administrativa, dada a ambiguidade da lei. Os crimes foram outros. Há uma notável diferença de tratamento entre situações similares”, escreveu o senador. 

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal ontem, 4 de julho, por lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato. Outras 11 pessoas também foram denunciadas, conforme lista abaixo. 

  • Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia;
  • Fábio Wajngarten, advogado de Bolsonaro e ex-secretário de Comunicação;
  • Frederick Wasef, advogado de Bolsonaro;
  • José Roberto Bueno Júnior, ex-chefe de gabinete do ministério de Minas e Energia;
  • Júlio César Vieira Gomes, auditor fiscal e ex-secretário da Receita;
  • Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro;
  • Marcelo da Silva Vieira, chefe do gabinete de Documentação Histórica da Presidência; 
  • Marcos André dos Santos Soeiro, ax-assessor de Bento Albuquerque;
  • Mauro César Barbosa Cid, tenente-coronel do Exército; 
  • Mauro Cesar Lourena Cid, general da reserva do Exército;

Agora a denúncia será encaminhada ao Ministério Público. Caso o indiciamento seja aceito, será aberto um inquérito policial e o ex-presidente se tornará réu. Caso condenado, Bolsonaro pode pegar entre 10 e 32 anos de prisão. Até o fechamento desta matéria a defesa do político não comentou o caso. 

[LEADS] Brasil Evangélico
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