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Renan Santos: conheça a trajetória do fundador do MBL que quer se tornar presidente

Pré-candidato se apresenta como alternativa da direita à influência de Bolsonaro.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Renan Santos, líder do MBL e candidato
Fonte da imagem: Reprodução

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Em meio à disputa nas eleições, Renan Santos tem surpreendido por aparecer como terceiro candidato com mais intenções em diversas pesquisas

O candidato aparece próximo a nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, atrás apenas de Lula e Flávio Bolsonaro.

Essa é a primeira vez que o partido Missão lança um candidato à Presidência. A sigla formada pelo MBL apostou em um dos fundadores para tentar ocupar a principal cadeira do país.

Renan tem buscado se apresentar como uma alternativa à influência de Bolsonaro mesmo no campo da direita.

As principais propostas apresentadas por sua candidatura focam em temas como segurança pública e desenvolvimento econômico, incluindo:

  • guerra contra o crime organizado;

  • desfavelização;

  • levar atividades produtivas para o interior;

  • reforma nos incentivos para administração;

  • fusão de municípios;

  • redução do Bolsa Família.

Ex-estudante de Direito e empresário, Renan Santos passou mais de uma década atuando nos bastidores da política nacional antes de se tornar candidato

Pré-candidato deixou faculdade para trabalhar com o pai

Filho de um advogado e de uma psicóloga, Renan cresceu no bairro da Mooca, uma das regiões mais tradicionais da capital paulista.

Após concluir o ensino médio, ingressou no curso de Direito da USP, a tradicional Faculdade do Largo São Francisco

Durante a graduação, ele se envolveu com atividades estudantis e debates públicos, mas acabou deixando o curso para trabalhar com o pai.

Os dois atuam com recuperação e reestruturação de empresas em dificuldades financeiras

A fundação do MBL

A trajetória política de Renan começou em 2014, quando participou da criação do Renova Vinhedo, um grupo de jovens liberais com forte presença na internet. 

A experiência serviu de base para um projeto maior que surgiria meses depois: o Movimento Brasil Livre.

Ao lado de nomes como Kim Kataguiri, ele participou da fundação do grupo em meio ao ambiente de protestos e insatisfação política que marcava o país

O movimento ganhou notoriedade defendendo pautas como combate à corrupção, liberdade econômica e redução da intervenção estatal.

Renan construiu sua influência principalmente nos bastidores, atuando na articulação política, coordenação das estratégias e organização de mobilizações.

As manifestações e o impeachment

O MBL se tornou um dos protagonistas das manifestações que marcaram os anos de 2014 e 2015.

Os atos marcaram a luta contra a corrupção, em um momento no qual a Operação Lava Jato parecia ser uma oportunidade única para renovar a política nacional.

Um dos principais temas das mobilizações foi o impeachment de Dilma Rousseff. A proposta foi apresentada ao presidente da Câmara após a chamada Marcha pela Liberdade.

  • Entenda a importância do processo que derrubou o PT em 2016 com o especial da Brasil paralelo. Clique aqui para assistir.

Membros do MBL percorreram mais de mil quilômetros entre São Paulo e Brasília em uma caminhada política.

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A ruptura com Bolsonaro

Uma das maiores polêmicas na trajetória recente do MBL foi o rompimento com Jair Bolsonaro.

O grupo apoiou o ex-presidente durante as eleições de 2018, porém rompeu com ele ainda no primeiro ano de seu mandato.

Em 2021, eles chegaram a apoiar o “superpedido de impeachment” contra o então presidente.

Na ocasião, a sigla assinou o documento ao lado de partidos e movimentos de esquerda, como o PT e:

  • PCB;

  • PSB;

  • PSTU;

  • Psol;

  • PDT;

  • PCdoB;

  • PCO;

  • Rede Sustentabilidade;

  • Cidadania.

Os apoiadores de Bolsonaro afirmam que o movimento traiu seus ideais e o acusam de nunca ter sido verdadeiramente de direita.

Ao mesmo tempo, os membros e apoiadores do MBL alegam que estão mantendo seus padrões morais iguais para a esquerda e para figuras de direita.

Do movimento ao partido

Aproveitando a influência política e capacidade de mobilização que conquistou com os protestos, membros do MBL se aventuraram na política.

Muitos deles, como Kim Kataguiri, começaram suas carreiras públicas em partidos de centro, como o União Brasil.

O MBL conseguiu criar uma legenda própria no ano passado, escolhendo o nome de Partido Missão.

O programa político do partido está reunido em uma série de documentos chamada "Livro Amarelo".

O Partido Missão foi concebido para dar ao grupo uma estrutura institucional permanente e permitir a disputa direta de eleições

Renan assumiu a presidência do partido e passou a liderar a organização interna, a estratégia eleitoral e a expansão nacional da sigla.

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