Candidato falou sobre Bolsonaro, liberdade de imprensa, governabilidade e mais.

A Brasil Paralelo está realizando uma série de sabatinas com os principais pré-candidatos à presidência da República.
Hoje (14), foi a vez de Renan Santos participar. O candidato do partido Missão é presidente da sigla e um dos fundadores do MBL.
Sua trajetória política começou em 2013, quando ele ajudou a organizar os protestos que acabaram com o impeachment de Dilma.
Assista à sabatina completa abaixo:
Ontem (14), Flávio Bolsonaro teve o registro da candidatura negado após aparecer como filiado no Partido Missão.
A sigla de Renan Santos alegou não ter envolvimento com a filiação fraudulenta e afirmou que o próprio e-mail de Flávio foi usado no processo.
Na entrevista, Renan disse que provavelmente Flávio foi vítima de um hacker ou de alguém de seu próprio partido.
O ministro do TSE, Kássio Nunes Marques, determinou a correção e uma investigação sobre o caso.
Flávio conseguiu regularizar sua candidatura ainda no mesmo dia em que esse caso aconteceu.
Em entrevista para a Brasil Paralelo, Renan Santos disse que seu enfrentamento ao bolsonaro é mais honesto do que a ação de oponentes internos ao ex-presidente.
Ele acusou figuras como Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira de tentarem matar o movimento por dentro.
A ex-primeira-dama e o parlamentar têm trocado alfinetadas com os filhos de Bolsonaro nas redes sociais.
Um dos casos mais emblemáticos foi o vídeo em que ela acusou Flávio de tê-la humilhado durante uma discussão sobre o governo do Ceará.
Durante entrevista para a Brasil Paralelo, Renan Santos disse que não está ansioso para contar quem serão seus ministros em um eventual governo.
Em sua visão, isso não é necessário porque a legenda tem ideias estruturadas para o país e assim não precisaria de um nome no momento.
Apesar disso, ele mencionou que João Landal chegou a representar a sigla em um evento com representantes dos presidenciáveis para a área econômica.
Em suas palavras, o empresário se sentiu “à vontade” em trabalhar com as ideias do partido Missão.
Desde a época da presidência de Bolsonaro, Renan Santos e o MBL tiveram grandes embates com os apoiadores do ex-presidente.
Em entrevista à Brasil Paralelo, ele disse que não retira suas críticas, mas está disposto a tentar dialogar com os eleitores de Bolsonaro.
Ele usou como exemplo o caso de seu próprio vice-presidente, Aroldo Medina, que chegou a ir para os acampamentos em frente de quarteis após as eleições de 2022.
Uma das perguntas para Renan Santos durante a sabatina na Brasil Paralelo foi se ele carregava algum arrependimento de sua carreira política.
Ele afirmou que exagerou em alguns momentos, mas errou na forma como apresentou suas críticas e não no conteúdo.
Além disso, afirmou que mantém o mesmo posicionamento em temas polêmicos, como a luta contra o PT e o bolsonarismo e a defesa do voto nulo em 2022.
Quando foi entrevistado pelo canal O Antagonista em parceria pela G4, Renan Santos foi questionado sobre a proposta de fazer um código de imprensa.
Ele disse para o entrevistador não se preocupar por ser o que chamou de “jornalista sério”.
Questionado sobre essa resposta, Renan falou que estava se referindo ao uso de verbas públicas em sites que chamou de páginas de fofoca.
A verba pública seria repassada sem que houvesse controle ou transparência, segundo afirmou.
Nas últimas semanas, o Brasil assistiu ao caso do jornalista Luís Pablo, que foi investigado pela PF após denunciar o uso irregular de veículos públicos por familiares de Flávio Dino.
Por decisão de Alexandre de Moraes, os agentes identificaram a fonte que repassou a informação.
O caso tem sido visto por muitos como quebra de sigilo jornalístico, o que é uma garantia constitucional.
Em entrevista para a Brasil paralelo, Renan Santos disse que a decisão de Moraes é ilegal e não deveria ser cumprida por agentes públicos.
Durante sua sabatina para a Brasil Paralelo, Renan Santos falou sobre seu motivo de pedir a prisão do filósofo Olavo de Carvalho.
Ele afirmou que o professor defendia um golpe de Estado e influenciou milhares de pessoas a defenderem uma mobilização do tipo.
Olavo teria sido o mentor intelectual de uma linha de pensamento que poderia ter culminado em uma ruptura institucional, segundo o presidenciável.
Renan também disse acreditar que o Brasil esteve próximo de um golpe de Estado após a eleição.
Em 2020 membros do MBL foram alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal.
A ação investigava crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e desvio milionário de impostos.
Durante uma entrevista para a Brasil Paralelo, Renan Santos disse que o processo nasceu de publicações ligadas ao ex-assessor de Bolsonaro, Felipe Martins.
Ele também disse que apoiadores de Bolsonaro, como Olavo de Carvalho e Allan dos Santos, comemoraram a possibilidade de membros do movimento serem presos.
Durante entrevista para a Brasil Paralelo, Renan Santos falou sobre os bastidores do atrito entre Alexandre de Moraes e apoiadores de Bolsonaro.
Segundo o pré-candidato, a filha do ministro foi atacada nas redes sociais por grupos simpatizantes ao governo do ex-presidente.
Renan também disse que Bolsonaro era autoritário e que seu movimento procurou destruir a vida de opositores.