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Atualidades5 min de leitura

Ex-integrante do MBL fala em morte de Renan Santos: “eu quero ver o cara morto.”

Glenda Varotto afirma que as gravações eram apenas “desabafos” e nega ter tido intenção real de matar o candidato à Presidência.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Renan Santos e Glenda
Fonte da imagem: Reprodução

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Glenda Varotto chegou a ser anunciada como pré-candidata a deputada federal pelo MBL.

Depois de romper com o grupo, passou a aparecer em uma série de gravações nas quais fala sobre a morte de Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão.

O Metrópoles teve acesso a 378 arquivos, entre áudios, vídeos e fotos, reunidos ao longo de meses por um amigo e ex-professor de inglês de Glenda.

Em outro diálogo, o professor pergunta se ela queria matar apenas Renan.

“Não, claro, é só ele. Que ele merece [morrer]”, responde Glenda.

Glenda citou Hitler ao falar sobre matar Renan

Em uma das conversas, Glenda avalia o que poderia acontecer caso ela própria matasse Renan.

“Capaz de eu sair como heroína ainda que matei Adolf Hitler.”

Em outro momento, ela diz que gostaria de matá-lo pessoalmente.

“Eu mesma queria matar ele.”

Mais tarde, ao discutir formas de prejudicar Renan diante da comunidade judaica, ela admite que estaria disposta a mentir.

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As conversas chegaram à polícia

Em 27 de agosto, Renan apresentou uma notícia-crime à Polícia Federal. A defesa pediu que o material fosse periciado e que os envolvidos prestassem depoimento.

Segundo o próprio candidato, Polícia Federal e Polícia Civil de São Paulo abriram investigações sobre o caso. O procedimento segue em sigilo.

Os arquivos também registram conversas sobre maneiras de prejudicar politicamente Renan.

Glenda diz que tudo foi “da boca para fora”

Glenda nega que estivesse planejando matar o candidato. Ela afirma que os áudios eram desabafos privados feitos durante o conflito que se seguiu à sua saída do movimento.

“Se eu realmente tivesse um plano de atentar contra a vida de alguém, a última coisa que faria sentido fazer é sair falando isso por aí para me comprometer”.

ELa também diz ter sido alvo de ataques do movimento depois de seu desligamento e classifica a divulgação do caso como parte de uma tentativa de destruir sua reputação.

Renan apresenta outra versão. Ele afirma que as gravações fazem parte de uma ação coordenada para prejudicar sua imagem e campanha.

Agora, caberá às autoridades apurar se as falas ficaram no campo dos desabafos ou se houve atos concretos relacionados às ameaças relatadas.

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