Candidato à Presidência pelo partido Avante rejeitou os dois rótulos e se definiu como uma ponte.

Augusto Cury foi um dos primeiros sabatinados pela Brasil Paralelo. Na ocasião ele foi questionado pela bancada sobre seu posicionamento político.
Ele rejeita os termos direita e esquerda para sua candidatura. Se não é nem uma coisa nem outra, o que ele é?
"Eu sou centro, mas o que eu mais sou é ponte", respondeu.
Também não hesitou em detalhar o que considera "o melhor do conservadorismo": liberdade de expressão, economia forte, impostos mais baixos, incentivo ao empreendedorismo e à livre iniciativa.
Completou dizendo que só esses pilares não bastam e lembrou também da questão social.
"Se você olhar o melhor do conservadorismo, mas também tem que olhar pro coração, o coração das pessoas, o coração social, a dor das pessoas."
Questionado se seria possível ser uma "terceira via" real, capaz de dialogar com os dois lados sem depender de nenhum, Cury rejeitou a ideia de que seria um candidato de fora do sistema político, sem experiência de gestão.
"Eu sou gestor de empresas, reitero, e não apenas sou escritor", afirmou, citando duas pós-graduações e um MBA.
Ele acredita que pode reunir "os melhores gestores das empresas", líderes universitários, economistas e governadores com aprovação alta e sem histórico de corrupção em torno de um pacto nacional.
Também revelou ser contra a reeleição.
"Para mim, a reeleição é uma fonte de corrupção".
Para testar o discurso na prática, a entrevista trouxe um tema que está em alta atualmente: o fim da escala de trabalho 6 por 1, aprovado na Câmara e ainda pendente no Senado.
Cury citou dados sobre burnout no Brasil, afirmando que 30% dos trabalhadores sofrem da síndrome, e disse que o país está entre os que mais registram o problema no mundo.
Defendeu a escala 5 por 1 como alternativa, mas evitou uma resposta fechada sobre a forma de implementação.
Ao ser perguntado diretamente como votaria, respondeu que votaria favoravelmente.
"Eu votaria na da seis por um, mas ela deveria ser adaptada em vários setores."
Antes da política, o candidato que se define como um "cristão sem fronteiras" já era um fenômeno de vendas.
Autor de "O Vendedor de Sonhos", traduzido para mais de 60 idiomas e adaptado para cinema e teatro, Cury soma mais de 30 milhões de exemplares vendidos só no Brasil.
Essa trajetória ajuda a explicar o patrimônio declarado de R$242,28 milhões, o maior entre os presidenciáveis.
Nas pesquisas, ele costuma aparecer entre os seis primeiros colocados, o que lhe garantiu vaga nos debates e tempo de propaganda eleitoral gratuita.
Assista na íntegra à Sabatina de Augusto Cury no Brasil Paralelo:
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