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Por que a Idade Média é um período tão criticado?

O professor de história e filosofia, Rafael Nogueira, traça as origens desse problema na modernidade.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Catedral de Chartres.
Fonte da imagem: Wikimedia Commons.

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“É um período das sombras, essa é a interpretação dos modernos. Só que essa visão ela perdeu de vista muita coisa, muita grandiosidade da arte medieval, como o Gótico. Quando você vê as catedrais góticas da Idade Média, aquilo é uma maravilha!”
Catedral de Chartres, na França.

Para o professor de história Rafael Nogueira, o período medieval entregou grandes inventos e uma cultura profícua.

Apesar de todos os avanços tecnológicos e filosóficos, o período ficou marcado pela concepção de trevas e atraso que foi cunhada na modernidade.

“A arte e a concepção de beleza da Idade Média, muitos desenvolvimentos em ciência, em lógica, muita coisa aconteceu nesse período.

Os óculos como o que estou usando, por exemplo, foram inventados na Idade Média”
.

O que explica a percepção de trevas medievais criada na modernidade?

“Os modernos tinham uma visão preconceituosa do período. Quando você interpreta o seu tempo como o centro de todos os tempos, cria-se a percepção de que tudo de importante está acontecendo naquele momento. O cidadão moderno tinha essa visão”.

“Idade das Trevas” foi o termo adotado pelos humanistas do século XVII, aonde generalizaram toda a civilização da Europa do século IV ao século XV como um tempo de ruína e flagelo.

Seguido ao período tido como medievo, um tempo que está entre a glória da antiguidade e o apogeu da modernidade, surge o Iluminismo.

Os pensadores dessa corrente consideravam-se iluminados por colocar a razão acima de tudo. Enquanto o homem medieval, entendia a fé como parte do pensamento racional, isto os fazia viver sob as trevas, para os iluministas.

Para o professor Rafael Nogueira, esse pensamento gerou as revoluções da modernidade:

“Depois você tinha o período iluminista, em que a razão era colocada acima de tudo. Todas essas fases geraram o que a gente chama de Revolução Americana, Revolução Francesa. Todas essas revoluções que criaram rupturas tão grandes com os mundos anteriores que geraram uma outra fase, que é a Contemporânea”.

Rafael Nogueira é professor de história, filosofia e presidente da Fundação Catarinense de Cultura. Este conteúdo é parte de sua aula Breve História do Mundo: objetivos de cada geração, a aula faz parte da Travessia.

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[LEADS] Brasil Evangélico
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