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Internacional
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Mulher era induzida pela mãe a acreditar que foram perseguidas pela máfia durante 16 anos

“Disseram que meu pai era um dublê”, afirmou a autora do livro que conta sua história.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
7/1/2026 16:26
Riley Smith

A história de Pauline Dakin parece ter saído de um romance de suspense, mas é real. Desde a infância, Pauline cresceu em meio a mudanças repentinas de cidade, não podendo sequer se despedir de amigos ou parentes.

Além da separação dos pais devido ao alcoolismo violento de Warren, seu pai, Pauline sentia algo estranho em sua família e acreditava que algo terrível era escondido dela.

O que ouvia de sua mãe, Ruth, é que quando fosse mais velha entenderia tudo. Na época, ela tinha pouco mais de cinco anos.

Ao longo dos anos, novas mudanças aconteceram, sempre acompanhadas pela presença de Stan Sears, um pastor e orientador psicológico que conhecera Ruth em um grupo de apoio para familiares de alcoólatras.

Uma verdade difícil de acreditar

Já adulta, formada e trabalhando em um jornal local, Pauline recebeu uma ligação da mãe para marcar um encontro com ela em um motel, onde diria toda a verdade sobre sua família. E foi ali que a realidade de Pauline foi completamente reescrita.

Sua mãe e Stan disseram que eles estavam fugindo da máfia nos últimos 16 anos. Segundo a história, a família era alvo de uma organização criminosa poderosa, vigiada constantemente, protegida por forças secretas e cercada por “dublês”.

Pauline acreditou no que ouviu. Abandonou a carreira, terminou com o namorado, vendeu sua casa e se mudou para uma das comunidades que Stan afirmava ser segura. Até que cinco anos depois, já casada, ela decidiu colocar tudo à prova.

A descoberta de uma ilusão

"Liguei para minha mãe e disse: 'Alguém entrou na minha casa. O que eu faço?'", disse Pauline.

Stan dizia a Ruth e a Pauline para nunca irem à polícia, uma vez que nem a polícia era confiável, segundo ele.

Minutos depois da ligação, a mãe e Stan retornaram afirmando que dois homens haviam sido presos na rua de Pauline com fotos dela, pois procuravam algo específico em sua casa.

Naquele momento, tudo desmoronou. Ela sabia que o roubo nunca aconteceu porque ela inventou toda a história da invasão em sua casa.

Decepcionada e furiosa, Pauline decidiu retomar sua vida. Entrou em contato com o pai, que estava doente e havia voltado a beber, se afastou da mãe e de Stan, e deu à luz duas meninas

"Quando você tem filhos, as coisas mudam. Eles se tornam o foco do seu amor", disse Pauline sobre como a maternidade a ajudou a se recuperar do trauma.
Arquivo pessoal

Stan sofria de Transtorno Delirante

Mais tarde, Pauline descobriria que Stan apresentava sinais claros de transtorno delirante, uma condição em que a pessoa mantém crenças fantasiosas complexas, apesar de parecer funcional e racional em outras áreas da vida.

Sua mãe jamais deixou de acreditar na história da perseguição, mesmo após a morte de Stan e o desaparecimento das “ameaças” da máfia.

Para Pauline, compreender a origem psicológica da mentira não apagou o trauma, mas ajudou a dar sentido ao passado

Hoje, professora-assistente de jornalismo na universidade King's College, ela transformou essa experiência no livro“Run, Hide, Repeat: A memoir of a fugitive childhood” (Corra, se esconda, repita: memórias de uma infância em fuga, em tradução livre), lançado em 2018.

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