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Morre Fuad Noman, prefeito de Belo Horizonte, aos 77 anos

Veja os principais feitos do economista com décadas de serviço público no governo federal e em Minas Gerais

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Morre Fuad Noman, prefeito de Belo Horizonte
Fonte da imagem: Alexandre Rezende - 28.out.24/Folhapress

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Fuad Noman, prefeito de Belo Horizonte, morreu nesta quarta-feira, 26 de março de 2025, aos 77 anos, após uma parada cardiorrespiratória.

Internado desde 3 de janeiro no Hospital Mater Dei, enfrentava um linfoma não Hodgkin diagnosticado em 2024.

  • Um linfoma não Hodgkin é um câncer dos linfócitos, células do sistema imunológico que combatem infecções. Atinge o sistema linfático (gânglios e vasos), fazendo essas células crescerem sem controle. 

A prefeitura confirmou o falecimento, e o vice-prefeito, Álvaro Damião (União), assumiu o cargo.

Economista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, Noman dedicou mais de 50 anos ao serviço público, com atuação em governos do PSDB e na gestão da capital mineira.

Eleito vice-prefeito em 2020 na chapa de Alexandre Kalil, assumiu a prefeitura em 2022 após a renúncia de Kalil para concorrer ao governo estadual.

Em 2024, venceu a eleição municipal com 53,73% dos votos, mas sua saúde já estava fragilizada.

Fuad Noman deixa esposa, dois filhos e quatro netos.

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Veja os principais feitos da carreira de Fuad Noman:

  • Plano Real (1994): No Ministério da Fazenda, coordenou bancos federais para estabilizar a economia sob Fernando Henrique Cardoso.
  • Choque de Gestão (2003-2006): Secretário da Fazenda de Minas Gerais com Aécio Neves, reduziu a dívida pública com cortes de gastos.
  • Infraestrutura em Minas (2007-2010): Como secretário de Transportes, geriu obras viárias no governo Aécio.
  • Copa de 2014: Secretário extraordinário com Antonio Anastasia, organizou investimentos em BH.
  • Prefeitura de BH (2022-2025): Priorizou obras e gestão urbana; reeleito em 2024.

Noman tomou posse virtualmente em 1º de janeiro de 2025, com discurso lido por Damião: “Sempre trabalhei pelo bem da cidade”.

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Polêmicas 

Fuad Noman, prefeito de Belo Horizonte até seu falecimento em 26 de março de 2025, enfrentou diversas polêmicas em sua trajetória, especialmente durante a campanha de reeleição em 2024.

Uma das principais controvérsias veio à tona quando o deputado Nikolas Ferreira (PL) e apoiadores de Bruno Engler (PL), seu adversário no segundo turno, o acusaram de promover conteúdo impróprio em seu livro “Cobiça”, publicado em 2020.

A obra, que narra o estupro coletivo de uma criança de 12 anos, foi chamada de “pornográfica” por críticos como o vereador Jorge Santos (Republicanos), que tentou, em 2023, uma moção de repúdio na Câmara Municipal. Noman defendeu-se afirmando que os trechos foram tirados de contexto, mas o caso gerou intensa repercussão nas redes sociais e debates eleitorais.

Outra polêmica marcou sua gestão durante as chuvas de 2024-2025, que resultaram em seis mortes e 15 feridos na capital mineira.

Em julho de 2024, o prefeito destacou obras contra enchentes como prioridade:
“Sinto-me ainda mais forte para terminar as obras contra as enchentes”. Por outro lado, a oposição questionou a eficácia das medidas.

Reportagens apontaram que os investimentos foram insuficientes para evitar tragédias. 

O prefeito recebeo o diagnóstico delinfoma não  em 2024. 

Críticos sugeriram que sua campanha à reeleição desviou o foco da administração.

A saúde de Noman também foi alvo de 

Internado desde 3 de janeiro de 2025, após complicações do câncer e uma parada cardiorrespiratória que o levou à morte, ele passou os últimos meses afastado, com o vice Álvaro Damião no comando. 

A prefeitura de Belo Horizonte emitiu uma nota através do Instagram:

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