Lindbergh Farias mandou R$1,7 milhão para o MST através de emendas
Parlamentar afirma que recursos foram usados para comprar alimentos distribuídos em comunidades do Rio de Janeiro.

Eleito pelo Rio de Janeiro, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindberg Farias enviou dinheiro público para o MST do Paraná.
Os recursos foram destinados a três cooperativas administradas pelo movimento, conhecido por invadir propriedades rurais.
O valor total das emendas, somando todos os projetos que as receberam, ultrapassou R$1,7 milhões.
Esses recursos foram destinados através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma iniciativa do governo federal para incentivar a agricultura familiar.
A Cooperativa de Comercialização Camponesa Vale do Ivaí (Cocavi) chegou a receber sozinha R$1,06 milhões do deputado.
O local chegou a ser visitado pela namorada do deputado, Gleisi Hoffmann, em abril deste ano. O estado é base eleitoral da atual ministra das Relações Institucionais.
Durante décadas, o MST tem apoiado políticas e candidatos do PT ao redor de todo o país.
A Brasil Paralelo investigou as origens do movimento sem terra e sua posição ideológica com o documentário MST: Terra Prometida. Assista ao trailer abaixo:
Deputado carioca com emendas no Paraná
Um dos pontos mais surpreendentes é que o valor das doações é mais do que o dobro do total enviado pelo parlamentar ao estado que o elegeu.
O deputado direcionou apenas R$680 mil para projetos no Rio de Janeiro, o valor é 2,5 vezes menor do que os repasses para o MST do Paraná.
Em sua defesa, Lindbergh afirmou que os recursos foram destinados à compra de alimentos utilizados depois em comunidades cariocas:
“É falsa a alegação de que Lindbergh teria enviado emendas para o MST do Paraná, base eleitoral de Gleisi. A emenda foi indicada para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com objetivo de atacar a insegurança alimentar e distribuir alimentos para famílias vulneráveis em periferias e favelas do Rio de Janeiro.”
Segundo o parlamentar, a agricultura familiar no estado não consegue produzir o suficiente para ser distribuído.
Em 2024, o ministro Flávio Dino proibiu o envio de emendas parlamentares para estados diferentes do que elegeu o parlamentar.
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