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Julgamento de Bolsonaro: do que ex-presidente é acusado? Resumo completo

Ex-presidente e aliados enfrentam acusações que podem levar a mais de 40 anos de prisão.

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Redação Brasil Paralelo
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Bolosnaro, ex-presidente enfrenta acusações de golpe de Estado que podem causar até 40 anos de prisão.
Fonte da imagem: Uol

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O STF começou o julgamento de Bolsonaro por uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente responde por cinco crimes:

  • Liderar organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado por violência e grave ameaça contra patrimônio público;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

A soma das penas máximas aplicáveis a todas essas acusações ultrapassa 43 anos de prisão.

O cronograma prevê sessões nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

Assista o julgamento completo em tempo real no YouTube da Brasil Paralelo. Clique aqui para acompanhar os outros dias.

Veja abaixo o julgamento de hoje completo:

Quem são os outros réus e do que são acusados?

Walter Souza Braga Netto: Apontado como articulador de desinformação e incitação de atos violentos, teria mantido contato com líderes de protestos. Sua defesa alega que a delação de Mauro Cid foi forçada e nega envolvimento com os protestos de 8 de janeiro.

Alexandre Ramagem: Teria ajudado a criar e difundir desinformação contra STF e urnas eletrônicas, também é acusado de usar a ABIN para monitorar autoridades públicas. Seus advogados dizem que os documentos eram apenas opiniões ou falas já públicas e que ele não teve papel relevante na delação de Mauro Cid.

Augusto Heleno: Teria atuado como conselheiro de Bolsonaro, ajudando a criar discurso golpista. Além disso, anotações pessoais sugerem incentivo à desobediência a decisões judiciais. Sua defesa afirma que eram anotações privadas sem valor prático e que suas opiniões eram políticas, não um manual de golpe.

Anderson Torres: Teria direcionado operações da PRF contra eleitores de Lula e guardava em sua casa um documento para convocar um estado de sítio. Também é acusado de se omitir na segurança do DF em 8/1. Seus advogados negam a manipulação da PRF e classifica a minuta como peça sem validade.

Almir Garnier Santos: Não teria se oposto ao plano golpista e teria oferecido apoio militar. Segundo a defesa, não há prova de incitação pública e as acusações seriam baseadas em boatos.

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira: Teria endossado discurso de fraude e minimizado a comissão eleitoral. Ele também teria sido pressionado a alterar relatório do Ministério da Defesa, demonstrando adesão ao plano golpista. Seus advogados negam que ele tenha sido pressionado ou tenha apoiado medidas de exceção e afirma que a denúncia é vaga e que suas falas foram apenas posicionamentos políticos.

Mauro Cid: Acusado de ser parte essencial do núcleo, o ajudante de ordens atuava como porta-voz de Bolsonaro. Ele teria ajudado a difundir notícias falsas e confirmou incentivo a ações de intervenção. O réu se tornou o principal delator do suposto esquema.

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