Investigada do PCC é liberada com base na lei eleitoral após prisão domiciliar ser revogada
Carla Muller teve benefício cassado por desembargador, mas delegado aplicou restrição do Código Eleitoral para soltura no SP.

A esposa de um dos líderes do PCC não pôde permanecer presa por causa da legislação eleitoral.
Carla de Paula Muller foi um dos 16 alvos da Operação Vectura Corrupta, que investiga um esquema de infiltração da facção em empresas de ônibus e em órgãos públicos.
Ela é casada com Antônio José Muller Júnior, conhecido como Granada e apontado pelas autoridades como um dos líderes do PCC. Atualmente, ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília.
Carla estava em prisão preventiva, mas conseguiu que a Justiça a autorizasse a cumprir em casa, após pedido apresentado por seus advogados.
O cenário mudou quando ela compareceu ao fórum para assinar o termo de liberação e cumprir a medida em prisão domiciliar.
Enquanto ela aguardava o procedimento, funcionários do fórum verificaram que um desembargador havia suspendido a decisão que autorizava a prisão domiciliar.
A Polícia Militar foi acionada e Carla recebeu voz de prisão ainda no fórum. Em seguida, ela foi levada ao 7º Distrito Policial, na Lapa.
Esposa de criminoso foi liberada
Ela estava acompanhada de sua advogada, Ana Paula Minichillo, segundo a qual sua cliente não poderia ser presa por conta da legislação eleitoral.
Acompanhada da advogada Ana Paula Minichillo, a investigada teve a soltura confirmada pelo delegado de plantão do 7º DP (Lapa), que acolheu a tese de restrição de prisões no período pré-eleitoral.
Com esse entendimento, o delegado responsável pelo atendimento determinou sua liberação.
Desde terça-feira (29) até o dia 6 de outubro, qualquer pessoa apta a votar não poderá ser presa no Brasil.
A legislação proíbe prisões de eleitores nos dias que antecedem a eleição, salvo em flagrante delito, condenação por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. Nesses casos, a legalidade do cumprimento do mandado deve ser avaliada pelo Judiciário.
Em caso de prisão, o detido precisa ser levado imediatamente para um juíz analisar se o caso está realmente alinhado a essas exceções.
A defesa de Carla deverá recorrer da decisão do desembargador, alegando que ela tem problemas psicológicos e uma filha de 10 anos que depende de seus cuidados.
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