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Entre o woke e o clássico: onde Branca de Neve tropeçou?

Com US$250 milhões investidos, por que o filme arrecadou só 17% disso na estreia?

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Branca de neve e a rainha má
Fonte da imagem: Guia da semana

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Era uma vez, no dia 21 de março de 2025, um cinema lotado em Los Angeles. As luzes se apagavam, a tela ganhava vida. Branca de Neve, o novo live-action da Disney, começou a rodar.

Antes de começar a conhecida história da princesa que vai morar com sete anões, aqui estão alguns pontos que têm sido discutidos nas conversas "pós-sessão" sobre o novo filme da Branca de Neve:

  • Uso de computação gráfica para os sete anões em vez de atores reais.
  • Escolha de Rachel Zegler, que não reflete a descrição original da personagem.
  • Narrativa que alterna entre leveza e sombra, sem um tom fixo.
  • Debates sobre modernização e posições políticas das atrizes.
  • Perguntas sobre a necessidade de mais um remake.

Após 88 anos, a história de Branca de Neve foi re mais uma vez. Este conto de fadas, que já faz parte do imaginário popular, estava prestes a iniciar e a encantar novas gerações, atentamente postas diante das telas.

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Vamos à história!

Rachel Zegler canta como a princesa, Gal Gadot murmura como a Rainha Má. Nos primeiros três dias, o filme junta US$43 milhões nos Estados Unidos e US$87,3 milhões pelo mundo. O orçamento? US$250 milhões.

A expectativa pairava em US$100 milhões para a estreia global. Os números contam uma parte da trama.

  • Segundo a plataforma Box Office Mojo, o filme de 1937 teve como orçamento cerca de 1,5 milhão de dólares e teve como retorno mundial quase 185 milhões de dólares.

Nos bastidores, meses antes, a equipe escolheu CGI (computação gráfica) para os sete anões. Nada de atores de carne e osso. A tela mostra figuras digitais ao lado de Zegler e Gadot.

  • A produtora considerou ofensivo às pessoas com nanismo utilizar atores reais;

Vozes no X, como a de @Jessika_0102 em 23 de março, ecoam:

"Como pode a rainha má ser mais bonita? Essa Branca de Neve não combina com o clássico. Decepção total”.

Rachel Zegler entra em cena. Pele morena, diferente do conto de 1937 que fala de "pele branca como a neve". Em 2022, ela disse que o príncipe original parecia um "stalker". Queria uma Branca de Neve que caminhasse sozinha.

Uns aplaudem a mudança, outros folheiam o velho livro e balançam a cabeça. Enquanto isso, Marc Webb, o diretor, conduz uma dança de tons. Ora o filme canta, ora silencia em sombras. Espectadores saem do cinema com perguntas: o que assistiram, afinal?

Fora das salas, o mundo fala. Ziegler defende a Palestina, Gadot nasceu em Israel. O filme vira palco de algo maior. Há quem diga que a Disney reescreve demais, que os contos não precisam de tantas linhas novas.

Outros enxergam um passo adiante. No Rotten Tomatoes, 44% dos críticos assinam embaixo. O CinemaScore dá um B +. Números e letras que pesam na balança.

  • No iMDB o longa metragem atingiu nota 1,7/10.

Esse chega com músicas frescas, rostos novos, mas os US$43 milhões da estreia americana sussurram dúvidas. A Revista Oeste aponta: a Disney olha o sinal amarelo. O público, esse mar de vozes, decide o próximo capítulo.

No escuro da sala, a tela apaga. As luzes voltam. Uns saem cantarolando, outros digitandom no celular. A história de Branca de Neve não termina ali.

Ela segue nas ruas, nos posts, nas conversas. Uma princesa, sete anões digitais, uma rainha má mais bela que a princesa. E um mundo que assiste, conta moeda e reflete.

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