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Elon Musk processa anunciantes por boicote ao X

Denunciados teriam coordenado fim de propagandas na rede social do bilionário.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Elon Musk aparece olhando para o lado esquerdo
Fonte da imagem: Getty Images

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Elon Musk está processando uma associação de publicitários que parou de anunciar no X. A Global Alliance for Responsible Media (GARM) teria coordenado grandes marcas para interromperem seus anúncios na rede social de Musk. O grupo representa as maiores agências do mundo e controla mais de 90% dos gastos do setor. 

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A petição aponta que 18 empresas que fazem parte da GARM paralisaram totalmente seu investimento na plataforma do bilionário. Isso teria causado grandes perdas à rede social. 

Veja abaixo qual foi o prejuízo, segundo Musk:

  • 25% de queda no faturamento no segundo trimestre do ano, comparado aos primeiros três meses de 2024; 
  • 53% de queda no faturamento no segundo trimestre de 2024, se comparado ao mesmo período de 2023;

Musk escreveu em sua conta no x que a empresa tentou negociar com a entidade, mas diante das negativas decidiu acioná-la judicialmente. Veja o post: 

O que é  a Global Alliance for Responsible Media ?​

O site da associação afirma que o grupo é ligado à Associação Federal de Anunciantes (WFA), que representa mais de 150 das maiores marcas e mais de 60 associações nacionais de anunciantes em todo o mundo.

A Aliança Global para Mídia Responsável (GARM) é uma iniciativa intersetorial estabelecida em 2019 pela Federação Mundial de Anunciantes (WFA). O objetivo é ajudar a indústria a enfrentar o desafio do conteúdo ilegal ou prejudicial em plataformas de mídia digital. Planeja também monetizar esse conteúdo via publicidade.

A GARM foi criada logo após os ataques à Mesquita de Christchurch, em que o assassino transmitiu o ataque ao vivo no Facebook. Além disso, na mesma época foi identificado uma série de conteúdos Isso seguiu uma série de casos de anúncios de marcas ao lado de conteúdo nocivo ou memso ilegal, como pornografia infantil e de promoção do terrorismo. Tais casos chegaram a influenciar a exposição organizada no London Times de 2017 intitulada "Grandes marcas financiam o terror através de anúncios online”.

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