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Política5 min de leitura

Eleições de 2026 estiveram nas negociações do tarifaço com os EUA

Governo brasileiro rejeitou a proposta, que incluía participação de “dissidentes políticos” nas eleições, compra de aviões e preferência sobre minerais.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Trump e Lula
Fonte da imagem: Ricardo Stuckert

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A negociação sobre o tarifaço americano acabou entrando em um tema que ia para além do comércio.

Em um rascunho apresentado ao Brasil em 2025, os Estados Unidos incluíram uma proposta para que “dissidentes políticos” pudessem disputar as eleições de 2026.

O Itamaraty rejeitou o ponto. A ideia nem chegou a fazer parte das negociações oficiais entre os dois governos.

Mas quem seriam esses “dissidentes”? O documento não dizia.

Na mesma época, Trump criticou publicamente o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao justificar as tarifas, chamou o julgamento do ex-presidente de “caça às bruxas”.

Mesmo assim, não há confirmação de que Bolsonaro fosse um dos nomes mencionados pelo termo usado no rascunho.

E a proposta americana não parava por aí.

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Aviões e minerais também estavam na mesa

Os Estados Unidos queriam mudanças em tarifas sobre produtos americanos e defendiam a compra de aviões da Boeing por empresas brasileiras.

Outro ponto envolvia os minerais críticos do Brasil.

Washington queria ser informado sobre possíveis mudanças de controle de ativos do setor e ter uma espécie de preferência antes de determinadas vendas para outros países.

De acordo com a CNN, diplomatas brasileiros classificaram reservadamente o conjunto de pedidos como “bullying diplomático” e disseram que a proposta “nasceu morta”.

No fim, o documento não virou acordo.

Mas mostrou até onde os Estados Unidos chegaram a ampliar a negociação: o que começou com tarifas passou por aviões, minerais estratégicos e chegou até às eleições brasileiras de 2026.

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