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Há 10 anos, Dilma Rousseff deixava o poder. Hoje, às 20h, a Brasil Paralelo revela os bastidores desse processo

Documentário reúne entrevistas feitas nos meses seguintes ao processo e mostra como o cenário político se reorganizou na década seguinte.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Dilma Rousseff
Fonte da imagem: Agência Brasil

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Por 61 votos a 20, Dilma Rousseff foi considerada culpada por crime de responsabilidade em 31 de agosto de 2016. Como consequência, perdeu o cargo de Presidente da República. Naquela quarta-feira, o Brasil assistiu ao fim de um governo.

Hoje faz dez anos deste dia, e muitos dos nomes que protagonizaram aquele momento ainda estão presentes no dia a dia político e até concorrendo a novos cargos.

Essa história nunca teve uma única versão.

Para uns, foi a resposta necessária a irregularidades fiscais em meio à pior crise econômica em 25 anos e a um dos maiores escândalos de corrupção já visto no país.

Para outros, foi um golpe institucional, versão que ganhou força internacional e chegou a virar filme indicado ao Oscar.

Duas leituras que nunca se encontraram e que, dez anos depois, continuam divergindo.

O processo foi marcado por várias reviravoltas

Em março daquele ano, uma conversa entre o senador Romero Jucá e o então presidente da Transpetro, Sérgio Machado, foi gravada secretamente.

Nela, Jucá dizia que era preciso "mudar o governo para poder estancar a sangria" da Lava Jato, um indício, segundo críticos do processo, de que a saída de Dilma serviria para conter os avanços da operação contra outros políticos.

Em abril, Eduardo Cunha, o mesmo deputado que concorre a mais um mandato em 2026, era o presidente da Câmara e o responsável por conduzir a votação que autorizou o impeachment.

Dezoito dias depois, ele foi afastado do cargo pelo STF, acusado de usar a função para obstruir investigações contra ele.

Em seu lugar assumiu um substituto interino, que chegou a anular a votação que havia autorizado o processo a seguir para o Senado. A decisão só não prosperou porque o presidente do Senado se recusou a reconhecer a anulação.

Dez anos depois, o tabuleiro se reorganizou

Desde então, quase tudo mudou de lugar. Lula foi preso, solto, teve condenações anuladas e venceu as eleições de 2022 e Dilma se tornou presidente do banco dos BRICS.

E agora, em 2026, alguns desses mesmos nomes aparecem novamente na disputa pelo poder, uma década depois de terem estado no centro daquele processo.

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Um documentário para entender o que ficou pelo caminho

Para resgatar essa história longe das narrativas prontas, a Brasil Paralelo lança hoje, exatamente no aniversário de 10 anos do impeachment, um documentário sobre o tema.

Clique aqui e inscreva-se no canal da Brasil Paralelo para assistir.

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