Bolsonaro aparece a frente de Lula em nova pesquisa nacional
Pesquisa Gerp mostra que Michelle e Tarcísio surgem como principais herdeiros do ex-presidente.

Mesmo fora das urnas e sob restrições judiciais, Jair Bolsonaro segue como o nome mais forte da direita e o único que venceria Lula em um eventual segundo turno, de acordo com um novo levantamento.
Obtida pela Brasil Paralelo, a nova pesquisa do Instituto Gerp, divulgada em 5 de novembro de 2025, indica sinais de renovação no eleitorado de direita.
Pela primeira vez, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas aparecem empatados tecnicamente com Lula, o que o instituto interpreta como sinal de renovação no eleitorado de direita.
O levantamento indica que o cenário segue polarizado entre os eleitores alinhados a Lula e a Bolsonaro. Nos três principais cenários testados de segundo turno, o equilíbrio é praticamente o mesmo:
- Bolsonaro x Lula: 47% a 42%

- Michelle x Lula: 47% a 44%
- Tarcísio x Lula: 44% a 43%
No primeiro turno, Lula lidera numericamente, mas sem vantagem considerável:
- Lula: 35,9%
- Bolsonaro: 37,3%
- Ciro Gomes: 5,9%
- Ratinho Jr: 6,4%
- Demais candidatos (Caiado, Zema): entre 1% e 5%
O instituto aponta que a rejeição a Lula diminuiu, enquanto a resistência a Bolsonaro se manteve estável, mantendo o país dividido entre dois campos políticos consolidados.
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Michelle e Tarcísio crescem
A pesquisa mostra que Michelle Bolsonaro e Tarcísio despontam como os principais nomes da direita, cada um com um perfil distinto.
Michelle reúne 30% das intenções de voto no primeiro turno e empata com Lula no segundo, por 47% a 44%. Seu apoio é mais forte entre mulheres e evangélicos, segundo o instituto.

Tarcísio registra 21% no primeiro turno e também empata com Lula no segundo (44% a 43%). De acordo com a pesquisa, Tarcísio é visto como o nome da eficiência e da gestão técnica, com maior apelo entre eleitores urbanos e de classe média.

Mesmo assim, a pesquisa mostra que 52% dos entrevistados preferem que Tarcísio dispute a reeleição ao governo de São Paulo.
“Bolsonaro continua sendo o epicentro simbólico da política brasileira, mas a direita já reconhece alternativas consistentes. Tarcísio fala a linguagem da eficiência; Michelle, a da fé e da identificação popular”, afirmou Gabriel Pazos, presidente do Instituto Gerp.
Bolsonaro mantém maior preferência e influência entre eleitores
Mesmo fora do pleito, Jair Bolsonaro ainda concentra o maior índice de lembrança e preferência, mantendo influência expressiva entre os eleitores de direita.
Entre seus apoiadores, 30% defendem que o ex-presidente apoie Michelle, 24% preferem Tarcísio, 7% citam Eduardo Bolsonaro e 4% Flávio Bolsonaro.
Outros 25% disseram não apoiar nenhum e 9% não souberam responder.
O levantamento mostra que Bolsonaro ainda exerce forte influência sobre seu eleitorado, que se mantém mobilizado mesmo diante das incertezas sobre sua elegibilidade.
Situação do governo e da esquerda
No campo governista, Lula continua como o nome mais competitivo, no entanto a ala encontra dificuldade em definir um sucessor.
Se o presidente não disputar a reeleição, os eleitores se dividem:
- Geraldo Alckmin (PSB): 24%
- Fernando Haddad (PT): 23%
- Flávio Dino (PSB): 9%

O cenário sugere fragmentação e dependência da figura pessoal de Lula.
A aprovação do governo federal subiu de 38% para 42%, enquanto a desaprovação caiu de 53% para 49%.
De acordo com Gabriel Pazos, o avanço é mais forte entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários de programas sociais.
Lideranças regionais e novos nomes
Fora do eixo principal, novos líderes regionais ganham visibilidade:
- Ratinho Jr (PSD-PR) chega a 30% no Sul em cenários locais.
- Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO) mantêm alta popularidade em seus estados.
Esses movimentos indicam o surgimento de novas lideranças regionais e a reorganização do centro político, segundo o instituto.
O Brasil de 2026, segundo o Gerp, tende a repetir o embate entre os mesmos campos, mas com novas lideranças disputando o legado de seus próprios símbolos.
A pesquisa nacional ouviu 2 mil eleitores entre 1º e 5 de novembro, com margem de erro de 2,24 pontos percentuais e nível de confiança de 95,55%.
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