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Alckmin e os americanos: descubra como está a negociação do tarifaço de Trump

Vice-presidente e empresários querem aproximar Brasil dos EUA.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Geraldo Alckmin em uma reunião com o ministro de Comércio dos EUA.
Fonte da imagem: Cadu Gomes/VPR/AgroEstadão

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Geraldo Alckmin conversou por videoconferência com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, para falar sobre as tarifas de 50% anunciadas por Trump.

Ele buscou evitar que o tarifaço sobre as exportações brasileiras entre em vigor em 1º de agosto, a reunião aconteceu no sábado (19).

O vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, classificou o diálogo como um movimento de "ganha-ganha".

Durante a conversa Alckmin teria defendido Lula, afirmando que o presidente está lidando com a questão de maneira pragmática:

Destaquei que o presidente Lula tem orientado a negociação, sem contaminação política nem ideológica

Na reunião, que durou cerca de 50 minutos, o Brasil fez acenos para um aumento nas relações comerciais entre Brasil e EUA.

Veja abaixo quais os principais pontos abordados no evento:

Exploração de minérios

Um ponto abordado durante a reunião é a exploração de minerais críticos, recursos considerados estratégicos para tecnologia, defesa e transição energética.

Dentre os elementos estão:

  • lítio, 
  • cobalto, 
  • níquel e
  • terras raras.

O encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar, demonstrou interesse nos minérios brasileiros nesta quinta-feira (24).

Ele afirmou que uma comitiva de empresários americanos será formada em setembro para negociar, a maioria deles do setor de mineração.

Questionado sobre a negociação acerca desses minérios, o vice-presidente disse que a discussão sobre a questão “é muito longa e pode ser explorada e avançada”:

Trata-se de outro setor que exporta para os Estados Unidos apenas 3%, mas importa em máquinas e equipamentos mais de 20%, o que mostra, de novo, enorme superávit na balança comercial (dos EUA)”.

Dobrar o comércio com os EUA

Segundo o vice-presidente, uma das propostas levantadas pelos empresários presentes foi dobrar as relações comerciais entre os países nos próximos cinco anos.

Os EUA são o segundo parceiro econômico mais importante para o Brasil, atrás apenas da China.

Apenas no ano passado, a relação entre os dois países movimentou aproximadamente R$450 bilhões.

Os EUA exportaram o equivalente a R$225.7 bilhões em produtos para o Brasil e importam o equivalente a R$224 bilhões.

Segundo um levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a cada R$1 bilhão em exportações para os Estados Unidos, 24,3 mil brasileiros foram empregados.

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Acordo de bitributação

Além disso, o Brasil defende um acordo de bitributação para reduzir a insegurança jurídica e facilitar investimentos

Esse tipo de acordo define regras tributárias para o comércio entre dois países, impedindo que um produto seja taxado por ambos os governos.

Ou seja, através desse tipo de tratado é definido quem poderá cobrar impostos sobre importações e como compensar o outro Estado.

Uma semana de reuniões

Ao longo da semana passada, Alckmin participou de uma série de reuniões com empresários brasileiros e autoridades americanas para falar sobre as tarifas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também participou de uma reunião com empresários paulistas e Gabriel Escobar.

Segundo uma fonte do jornal Metrópoles, o encarregado americano falou na possibilidade de negociar uma saída para a questão:

O encarregado fez uma uma fala até para dar uma tranquilizada, dizendo que o governo americano está sensível a essas questões. Valorizou a relação histórica dos dois países e sinalizou que acha que haverá uma negociação

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