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Zelensky recusa plano de paz de Trump e recebe apoio de líderes europeus

Moscou pressiona a Ucrânia a aceitar o rumo das negociações o mais rápido possível.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Zelensky
Fonte da imagem: Nikolay Doychinov / AFP

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que não trairá seu país ao rejeitar o plano de paz proposto pelo governo Trump para encerrar a guerra com a Rússia

Ele afirmou que vai negociar com o governo americano para buscar uma proposta mais favorável:

Apresentarei argumentos, tentarei persuadir e vou propor alternativas… Não traímos a Ucrânia naquela época e não a trairemos agora."

Apesar da fala, Zelensky manteve um tom apaziguador em suas redes sociais, agradecendo Trump e dizendo que está trabalhando na proposta:

"Valorizamos os esforços dos Estados Unidos, do presidente Trump e de sua equipe, voltados para pôr fim a esta guerra. Estamos trabalhando no documento preparado pelo lado americano. Este deve ser um plano que garanta uma paz real e digna."

A Brasil Paralelo investigou o lado pouco comentado pela mídia do presidente ucraniano em especial de Face Oculta. Clique aqui e assista completo.

O que prevê o plano de paz americano?

A proposta apoiada por Donald Trump estabelece um cessar-fogo imediato, mas exige profundas concessões da Ucrânia. Entre os pontos mais controversos, estão:

  • Cessão de territórios: as regiões de Donetsk, Lugansk, parte do sul ucraniano e a Crimeia seriam reconhecidas de fato como russas pelos EUA.
  • Renúncia à OTAN: Kiev abandonaria a intenção de aderir à aliança militar ocidental, embora pudesse manter aspirações à União Europeia.
  • Limitação militar: o Exército ucraniano seria reduzido a 600 mil soldados.
  • Eleições antecipadas: a Ucrânia deveria organizar eleições nacionais em até 100 dias.
  • Proteção externa limitada: tropas da OTAN seriam proibidas no país, com apenas caças europeus estacionados na Polônia para defesa aérea.
  • Levantamento gradual das sanções à Rússia, com reintegração ao G8.
  • Investimento de ativos russos congelados na reconstrução da Ucrânia, estimado em US$ 100 bilhões.

Um dia após o governo americano apresentar uma proposta de paz para a guerra, líderes dos principais aliados ucranianos na Europa fizeram uma reunião com Zelensky.

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Europa apoiará a Ucrânia

Os representantes da França, Alemanha e Reino Unido se reuniram para conversar com Zelensky um dia após os americanos entregarem o plano.

Um porta-voz de Berlim comentou que as potências europeias disseram que apoiarão a Ucrânia de maneira “inabalável e total” para construir “uma paz justa e duradoura”.

O chanceler da Alemanha resumiu a posição do bloco, defendendo que os europeus precisam participar das negociações

“[Qualquer acordo de paz que] afete os Estados europeus, a União Europeia ou a Otan requer a aprovação dos parceiros europeus ou um consenso entre os aliados”.

O secretário do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, declarou que Kiev não aceitará nenhum plano que desrespeite sua soberania:

"[Não podem ser tomadas] decisões fora do limite da nossa soberania, da segurança do nosso povo ou outras de nossas linhas vermelhas".

Já o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, alertou que a Ucrânia deveria negociar enquanto ainda tem capacidade de defender seu ponto:

O trabalho eficaz das Forças Armadas russas deve convencer Zelensky: é melhor negociar agora do que depois. O espaço para a liberdade de decisão está diminuindo para ele à medida que territórios são perdidos durante as ofensivas do Exército russo.”

A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022 e custou a vida de 250 mil russos e 400 mil ucranianos.

Pôr um fim ao conflito foi uma das principais promessas de Trump durante a corrida presidencial do ano passado.

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