Vídeo e imagens foram fabricados
O principal material usado para espalhar a desinformação foi um vídeo que simulava uma reportagem.
A gravação trazia uma apresentadora afirmando que Jurandir teria se afogado ao atingir uma tubulação durante a escavação e que o corpo ainda não havia sido encontrado.
O vídeo foi criado por inteligência artificial.
Trechos que mostram uma suposta entrevista com a “mulher de Jurandir” também foram analisados por ferramentas especializadas em detecção de conteúdo adulterado.
A análise indicou 100% de probabilidade de o material ter sido gerado por inteligência artificial.A informação foi conferida pelo UOL.
Além disso, a imagem que supostamente identificaria Jurandir foi manipulada digitalmente.
Uma busca reversa mostrou que a foto original foi feita pelo fotógrafo Sérgio Lima, do site Poder360, durante um ato em apoio a Bolsonaro em Brasília, em 7 de setembro de 2021.
Na imagem verdadeira, o homem retratado não possui barba, ao contrário da versão alterada usada nas postagens falsas.
Autoridades negam qualquer ocorrência
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal informou que não há registro de ocorrências semelhantes nos últimos 30 dias e que não existe qualquer informação sobre afogamento em túnel ou tentativa de resgate ligada ao ex-presidente.
Também não há registros em bases oficiais, comunicados de autoridades ou cobertura da imprensa profissional sobre a suposta tentativa de resgate.
Buscas pelo nome completo de Jurandir retornam apenas reproduções do próprio conteúdo falso.
Por que o termo entrou em alta?
A combinação entre um tema sensível, o uso de vídeos realistas gerados por IA e a rápida circulação nas redes levou muitos usuários a buscar confirmação no Google.
O pico de buscas pelo termo “Bolsonaro morreu” reflete esse movimento de checagem diante da desinformação.
O episódio expõe como conteúdos fabricados podem gerar confusão em larga escala em pouco tempo, especialmente quando imitam formatos jornalísticos.