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Patrocínio do Fatal Model ao Paysandu gera debate sobre exposição de crianças a site adulto

Empresa que agencia garotas de programa estacionou um caminhão na porta da emissora após ser criticada pelo contrato. ABL chamou a atitude de “intimidação”.

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Redação Brasil Paralelo
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Fonte da imagem: Paysandy - Divulgação

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O site de encontros para adultos Fatal Model é o novo patrocinador do Paysandu, time de futebol do Pará. A empresa já estampou sua marca nas camisas de Vila Nova, Amazonas, Ipatinga, Patrocinense, Tombense, Vitória (BA) e Uberlândia. Essa é a segunda vez que a parceria acontece.

A negociação gerou polêmica quando o engenheiro e influenciador Eduardo Moreira, do "ICL Notícias”, criticou a exposição de crianças e adolescentes a anúncios do site em transmissões de jogos de futebol. 

Em resposta, a Fatal Model estacionou um caminhão em frente à sede da emissora, em São Paulo. 

Reprodução internet

Caminhão do Fatal Model em frente à emissora. Foto: reprodução redes sociais. 

A diretora de comunicação da Fatal Model, Nina Sag defendeu a empresa afirmando que ela combate o preconceito e tem como pilares "respeito, segurança e dignidade". 

Por outro lado, o ICL Notícias informou através de seu advogado que irá tomar medidas legais contra o que considera uma tentativa de cercear a liberdade jornalística.

Em nota, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) classificou o ato como intimidação.

Maior site do Brasil para profissionais do sexo

O Fatal Model começou a operar em 2016 e hoje é a maior plataforma do setor no Brasil, ficando atrás apenas de um concorrente internacional. 

Com sede em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a empresa afirma defender valores como segurança e respeito.

No escritório, os funcionários são proibidos de falar palavrões, fazer piadas sobre sexo ou elogiar a aparência dos colegas. Segundo a porta-voz da empresa e também profissional do setor, Nina Sang o desejo dos profissionais é de conquistar um ambiente de trabalho adequado:

"Queremos um ambiente profissional e respeitoso".

Segundo dados de outubro de 2023, 26 milhões de pessoas acessam o serviço, o que representa 13% da população brasileira. 

Do outro lado da tela, 32 mil profissionais anunciam seus serviços. A maioria é de mulheres, mas também há homens cadastrados.

O lucro vem de anunciantes e clientes podem assinar um plano premium para ter acesso a mais informações. 

Os encontros e pagamentos acontecem diretamente entre as partes, sem intermediários.

A empresa cresceu muito durante a pandemia e em 2023 estava entre os 30 sites mais visitados do Brasil. 

Site de acompanhantes anuncia até em jogos da Seleção Brasileira

Além de patrocinar vários times brasileiros, a empresa mostrou sua marca no jogo do Brasil contra o México.

O nome da empresa apareceu por três minutos nas placas ao redor do campo no jogo da seleção contra o México, no dia 8 de junho de 2024. A marca foi exibida na hora do gol de Andreas Pereira. 

A empresa começou a investir em clubes de futebol em 2022, patrocinando times menores na Copa do Brasil. 

Em 2023, patrocinou os campeonatos Gaúcho e Carioca. Nina Sag comemora: 

"É nosso maior momento no futebol. Queremos mostrar que nossa profissão merece respeito".

Números impressionantes

Em junho deste anos, o site recebia 62,2 milhões de visitas por mês (43% a mais que antes), Além disso: 

  • Tem mais de 32 mil profissionais anunciando (eram 27 mil no início de 2023)
  • Faturou R$ 85 milhões em 2023 (124% mais que no ano anterior)
  • Espera ganhar mais de R$ 100 milhões em 2024

Para a empresa, sua missão é usar o futebol para tentar “diminuir o preconceito contra profissionais do setor”.

Simpatia e educação são levados em consideração

Os clientes da plataforma não analisam apenas o corpo dos profissionais. De acordo com uma pesquisa da companhia, os clientes prezam também, educação e simpatia dos profissionais.

"Nosso objetivo é criar um ambiente mais seguro para todos", diz Nina. 

A plataforma verifica se as fotos dos anúncios são verdadeiras e oferece orientação para os profissionais sobre como se apresentar. 

Também produz material educativo tanto para quem oferece quanto para quem procura os serviços.

No Brasil, a prostituição não é crime, mas explorar esses profissionais sim. Nina deixa claro que o Fatal Model funciona apenas como um site de anúncios, sem intermediar as negociações.

De site de anúncios a patrocinadora de times do futebol brasileiro, o Fatal Model tornou-se uma das maiores plataformas de entretenimento adulto do país. 

O engenheiro e influenciador Eduardo Moreira não concordou com a presença da marca em jogos de futebol, afirmando que expõe crianças e adolescentes a conteúdo adulto. A empresa por sua vez estacionou um caminhão com sua logo na porta da emissora em que o profissional trabalha.

A atitude foi considerada desrespeitosa pela Associação Brasileira de Imprensa. Já a empresa, afirma que trabalha prezando pelo respeito e espera “diminuir o preconceito contra profissionais do setor”.

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