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O dia que o papa João Paulo II combateu o aborto com ciência

Ele defendeu que o embrião é um ser humano com identidade própria.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
São João Paulo II
Fonte da imagem: Site da Paróquia São José

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Ao condenar o aborto, João Paulo II não utilizou apenas da fé, mas também à razão. Em sua carta Evangelium Vitae, publicada em 1995, o papa polonês fez uso da ciência moderna para sustentar um dos ensinamentos centrais da Igreja Católica:

A vida humana deve ser protegida desde o primeiro instante de sua existência.

Um novo ser, com identidade própria

João Paulo II afirmou que “a partir do momento em que o óvulo é fecundado, inaugura-se uma nova vida”.

Segundo ele, trata-se de um novo ser humano, com identidade genética própria, distinta do pai e da mãe e com todas as informações necessárias para se desenvolver ao longo do tempo.

O papa citou os avanços da genética como comprovação de que a vida pessoal não começa após alguns dias de gestação, mas sim na fecundação. 

“A ciência genética moderna fornece preciosas confirmações. Demonstrou que, desde o primeiro instante, se encontra fixado o programa daquilo que será este ser vivo: uma pessoa, esta pessoa individual, com as suas notas características já bem determinadas. Desde a fecundação, tem início a aventura de uma vida humana, cujas grandes capacidades, já presentes em cada uma delas, apenas exigem tempo para se organizar e encontrar-se prontas a agir”.

Em outro ponto de sua carta, João Paulo II afirmou:

Nunca mais se tornaria humana, se não o fosse já desde então”.
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O encontro entre ciência e razão

Para João Paulo II, a biologia moderna apenas reforça uma verdade que a razão natural sempre reconheceu: o embrião é um ser humano em desenvolvimento, com um programa de vida completo.

Essa visão, segundo ele, exige respeito incondicional, independentemente de debates filosóficos ou científicos em curso.

Mesmo que a ciência não consiga determinar com exatidão o momento em que começa a vida pessoal, o papa propôs um princípio de cautela: se há qualquer possibilidade de que se trate de uma pessoa, então “bastaria essa simples probabilidade para justificar a proibição categórica de eliminá-la”.

Um chamado à consciência

A carta Evangelium Vitae reafirma que o respeito à vida humana não é apenas um princípio teológico, mas uma exigência racional e ética.

João Paulo II argumenta que, ao se eliminar um embrião humano, comete-se um atentado contra um ser que já carrega em si todas as potencialidades da pessoa que será.

Na visão do papa, o debate sobre o aborto não pode ser resumido a preferências políticas ou discussões ideológicas.

Trata-se de uma questão fundamental sobre a dignidade humana, um tema que atravessa o campo da ciência, da moral e do direito natural.

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O papa da fé e da razão

Karol Wojtyła, nascido em 18 de maio de 1920 em Wadowice, Polônia, tornou-se São João Paulo II, o papa que enfrentou o comunismo e mudou o curso da história. 

Ficou conhecido por seu empenho em demonstrar que a fé e a razão não se opõem, mas se complementam.

A frase “não tenhais medo” marcou seu longo pontificado e esteve presente em sua primeira locução como papa, em 1978.

Agora, também marca o evento de lançamento da primeira produção biográfica da Brasil Paralelo: O papa que Venceu o Comunismo.

Dia 17 de agosto, às 20h.

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