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Moraes arquiva ação contra a Havan por envolvimento em manifestação de 2022

Polícia Federal disse que não há indícios de que a empresa apoiou o bloqueio de uma estrada em Santa Catarina.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Alexandre de Moraes arquiva processo contra havan por apoio a suposto golpe
Fonte da imagem: Reprodução

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Alexandre de Moraes arquivou uma investigação contra as Lojas Havan por apoiar uma suposta tentativa de golpe. 

A empresa de Luciano Hang foi acusada de apoiar protestos na BR-470, em Rio do Sul (SC) após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022. 

Os atos aconteceram em 3 de novembro de 2022, nas proximidades de uma unidade da Havan às margens da estrada.

A investigação buscava descobrir se a empresa havia permitido que os manifestantes utilizassem sua estrutura ou fornecido apoio aos protestos e aos bloqueios da rodovia.

A Polícia Federal confirmou que os manifestantes utilizaram o espaço físico da Havan como ponto de apoio para os atos.

No entanto, isso não significa que a empresa havia autorizado a ocupação ou colaborado com o movimento:

Concluídas as diligências, foi elaborado o relatório final da investigação, no qual se consignou que, muito embora comprovada a utilização do espaço físico da Havan S. A. pelos manifestantes, os elementos informativos reunidos não permitiram concluir pela autorização de uso da estrutura da empresa ou por colaboração material de seus representantes com o movimento”, afirmou a PF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou à mesma conclusão e afirmou que a investigação não permitia apontar envolvimento direto dos representantes da empresa no bloqueio da rodovia.

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Funcionários negaram apoio aos protestos

Durante a apuração, a PF ouviu funcionários da Havan, entre eles Jaciara Moreira, gerente da unidade de Rio do Sul na época.

Ela negou que a empresa tivesse incentivado ou sido conivente com as manifestações.

Segundo seu depoimento, os funcionários não foram liberados para participar dos atos e havia forças de segurança pública no local desde o primeiro dia das manifestações.

A gerente também relatou uma consequência direta dos bloqueios para a própria loja. O faturamento caiu aproximadamente 70%.

Edson Luiz Diegoli, diretor-presidente da Havan, também declarou que a empresa não aderiu nem contribuiu para as manifestações.

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Havan comemora arquivamento

Após a decisão, a empresa divulgou uma nota comemorando o encerramento da investigação e reafirmando que não havia cometido irregularidades.

"Estamos felizes que a justiça foi feita. Sempre estive com a consciência tranquila, pois sei que nada de errado foi feito e que essa verdade uma hora iria aparecer", declarou a empresa.

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