A terceira fase das investigações sobre o Caso Master revelou que a proximidade entre o Banco Master e o Banco Central ia além de reuniões institucionais.
Segundo a Polícia Federal, Daniel Vorcaro mantinha contato frequente com servidores do Banco Central responsáveis pela fiscalização bancária, oferecendo benefícios pessoais em troca de orientações estratégicas.
Um dos pontos centrais da investigação surgiu em mensagens de WhatsApp entre Vorcaro e Paulo Sérgio Neves de Souza, então Chefe-Adjunto de Supervisão Bancária do BC.
Ao ser informado de que o servidor viajaria com a família para os parques da Disney e Universal, o banqueiro acionou seus contatos para providenciar um guia exclusivo e custear serviços de apoio para o grupo em Orlando.
Para a Polícia Federal, o "mimo" turístico era a face visível de um esquema de corrupção que transformou fiscais em assessores particulares do banco. De acordo com os autos, a relação incluía:
- Análise prévia de documentos: Vorcaro enviava minutas de ofícios ao próprio departamento que deveria fiscalizá-lo para que os servidores fizessem correções antes do envio oficial.
- Treinamento para reuniões: Paulo Sérgio dava instruções sobre como o banqueiro deveria se comportar e quais temas abordar perante a diretoria do Banco Central.
- Contratos simulados: A investigação aponta que o grupo utilizava empresas de consultoria para formalizar contratos fictícios, justificando o repasse de valores aos servidores como "honorários".
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