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Atualidades
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Influenciadores afirmam ter recebido proposta milionária para ir contra liquidação do Banco Master

Abordagens incluíam contratos de confidencialidade e multa de até R$ 800 mil.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
7/1/2026 15:53
REUTERS/ Amanda Perobelli

Influenciadores afirmam ter recebido propostas para divulgar, nas redes sociais, conteúdos que colocassem em dúvida a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.

As abordagens teriam ocorrido poucos dias após a liquidação ser decretada.

Os relatos foram feitos pelo vereador Rony Gabriel (PL-RS) e pela influenciadora Juliana Moreira Leite, conhecida como @jliemilk. Ambos dizem que recusaram a proposta.

De acordo com os influenciadores, a ação fazia parte de um trabalho batizado de “Projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro.

O objetivo seria disseminar a narrativa de que o Banco Central teria sido precipitado ao liquidar o Master.

O conteúdo a ser divulgado tinha como base uma reportagem publicada em 19 de dezembro pelo portal Metrópoles.

O texto noticiava um despacho do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontava indícios de precipitação e concedia prazo de 72 horas para explicações do Banco Central.

Os vídeos deveriam repercutir esse entendimento, lançando dúvidas sobre a decisão do Banco Central.

Como os influenciadores foram abordados?

Rony Gabriel tem cerca de 1,4 milhão de seguidores e é vereador em Erechim (RS). Ele afirmou que foi abordado em 20 de dezembro, via Instagram, por André Salvador, representante da empresa UNLTD Brasil.

Já Juliana Moreira Leite, que também tem cerca de 1,4 milhão de seguidores, diz ter sido contatada por Junior Favoreto, do Portal Group Br, agência voltada a influenciadores de direita.

Em mensagem enviada a Gabriel, Salvador afirmou que o grupo fazia “gerenciamento de crise para um grande executivo” e buscava influenciadores para ajudar em uma “disputa política contra o sistema”, envolvendo “gente grande”, da esquerda e do centrão.

Rony enviou à imprensa documentos, mensagens e gravações que sustentam seu relato.

Em conversa telefônica com seu assessor, Nathan Felipe, Salvador afirmou que a remuneração seria milionária, mas que os detalhes só seriam apresentados após a assinatura de um contrato de confidencialidade.

Nathan assinou o contrato em 27 de dezembro. No mesmo dia, participou de uma reunião virtual em que a reportagem do Metrópoles foi apresentada como exemplo do conteúdo a ser difundido.

O contrato previa multa de R$800 mil em caso de quebra de sigilo.

Após entender o teor da proposta, Rony Gabriel afirmou que recusou o trabalho e não chegou a saber o valor exato do pagamento.

Outros influenciadores citados

Entre exemplos enviados a Gabriel de perfis que teriam defendido o Banco Master está o de Paulo Cardoso, do perfil @cardosomundo, com 4,3 milhões de seguidores.

Em vídeos, ele questionou a rapidez da liquidação e levantou dúvidas sobre os interesses envolvidos.

Questionado, Cardoso negou ter contrato e afirmou que comenta temas atuais com base em notícias da mídia, dizendo não se considerar um influenciador político.

A influenciadora Carol Dias, autora do livro Rumo à riqueza, também publicou vídeos defendendo o banco e questionando a atuação do Banco Central. Procurada, ela não respondeu.

Outro nome citado foi Marcelo Rennó, que acusou o BC de promover uma “liquidação a jato” e levantou suspeitas sobre a decisão. Ele afirmou que se inspirou em outros conteúdos e que abandonou o tema por baixo engajamento.

O que dizem os envolvidos?

Procurados pela coluna da jornalista Malu Gaspar:

Junior Favoreto, do Portal Group Br, afirmou que não possui contrato ou vínculo com influenciadores que criticaram o Banco Central e que apenas indicou perfis a outra agência.

O Banco Master informou que não tem conhecimento sobre a suposta contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. O espaço segue aberto para manifestação.

Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Master ocorreu devido a uma grave crise de liquidez, com falta de recursos para honrar saques e compromissos, além de violações às normas do sistema financeiro.

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