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Hino Nacional esconde uma letra que o Brasil parou de cantar

A introdução do Hino Nacional já teve uma letra pouco conhecida, que deu lugar à versão instrumental. Entenda a história por trás da composição.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Pessoa cantando o hino nacional
Fonte da imagem: Blog Super Prof

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O Hino Nacional brasileiro é o mais belo entre os países da Copa de 2026. Foi isso que apontou o The New York Times.

Esse hino, cantado por milhares de pessoas nos estádios e nas principais cerimônias do nosso país, esconde uma curiosidade que poucos conhecem.

Antes de começar o trecho conhecido por todos, “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”, o Hino Nacional tem uma longa introdução instrumental.

São os segundos iniciais que preparam a entrada da letra oficial. O que quase ninguém sabe é que essa introdução também já teve letra.

“Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever

Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante

Gravai com buril nos pátrios anais o vosso poder

Eia! Avante, brasileiros! Sempre avante

Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz

Cumpri o dever na guerra e na paz

À sombra da lei, à brisa gentil

O lábaro erguei do belo Brasil

Eia! Sus, oh, sus!”

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A melodia foi composta ainda na época de Império

A melodia que se consolidou como Hino Nacional foi composta por Francisco Manuel da Silva em abril de 1831, no contexto da saída de Dom Pedro I.

Naquele momento, o Brasil ainda tentava organizar sua identidade política poucos anos depois da Independência.

A música ficou conhecida inicialmente como Hino ao 7 de Abril, em referência ao dia em que Dom Pedro I deixou o trono. A primeira letra associada à composição foi escrita por Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva.

Com o passar dos anos, a melodia permaneceu viva em cerimônias públicas e solenidades. Durante o Império, ela chegou a circular com outras letras.

Um novo hino para a República

A grande virada veio com a Proclamação da República, em 1889. O novo regime tentou substituir símbolos ligados ao período imperial e abriu um concurso para escolher outro hino nacional.

A composição vencedora acabou sendo a que hoje conhecemos como Hino da Proclamação da República, com os versos “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós!”.

A tentativa de troca enfrentou resistência. A melodia de Francisco Manuel da Silva já estava enraizada na cultura popular. Por isso, foi mantida como Hino Nacional.

Faltava uma letra oficial para acompanhar a música. Em 1909, o poema de Joaquim Osório Duque Estrada foi escolhido para essa função. A oficialização veio em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência.

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Uma parte da história ficou esquecida.

A introdução instrumental do Hino Nacional, aquela que toca antes do início da letra oficial, também chegou a receber versos próprios. A letra é tradicionalmente atribuída a Américo de Moura e começava com uma convocação patriótica:

“Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever”.

Os versos seguintes falam sobre o cumprimento do dever na guerra e na paz e erguer o “lábaro” nacional. Como a própria letra oficial, usava palavras difíceis para o português atual, como “buril”, “anais”, “lábaro” e “sus”.

Com o tempo, essa introdução cantada caiu em desuso. O hino se consolidou no formato atual: abertura instrumental seguida pelos versos de Duque Estrada.

Por isso, quando o Hino Nacional começa a tocar, quase todo brasileiro reconhece a melodia. Mas poucos sabem que aqueles primeiros segundos já tiveram palavras.

A história do Hino Nacional acompanhou alguns dos principais acontecimentos da formação do Brasi.

Em Brasil: A Última Cruzada, a Brasil Paralelo resgatou essas origens para entregar um pouco de Brasil aos brasileiros.

Assista ao primeiro episódio e entenda a história que formou o país que cantamos no hino.

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