Documento fala que a ideia da campanha é combater a desigualdade.

Um fenômeno tem tomado conta das redes sociais no mundo inteiro, mulheres dedicadas a cuidar da família estão viralizando ao contar suas rotinas e as autoridades querem detê-las.
Elas costumam associar seu estilo de vida a um ideal de feminilidade mais antigo e por isso são conhecidas como tradwifes, esposas tradicionais.
As publicações, que normalmente mostram elas preparando refeições, cuidando dos filhos e se dedicando ao lar, estão preocupando o governo da Irlanda.
Como resposta, o país lançou uma estratégia nacional que prevê campanhas de conscientização para enfrentar esse tipo de conteúdo nas redes sociais.
A iniciativa faz parte da Estratégia Nacional para Mulheres e Meninas 2025–2030 e de um plano de ação que será executado até 2028.
Segundo o documento, o governo pretende "desafiar tendências nas quais mulheres podem ser pressionadas, especialmente por mensagens online, a assumir determinados papéis de cuidado".
Para isso, será lançada no próximo ano uma campanha pública voltada à divisão das responsabilidades familiares entre homens e mulheres.
O governo afirma que o estilo de vida tradicional, em que o homem provê e a mulher cuida, reforçam estereótipos que podem “limitar oportunidades profissionais e econômicas para as mulheres”.
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O anúncio dessas políticas fez com que as redes sociais do país se enchessem de comentários alegando que se tratava de uma guerra contra as mães que escolhem cuidar da família.
O Departamento da Criança e Igualdade rejeitou essas interpretações e emitiu uma nota classificando a repercussão como uma campanha de desinformação sobre a estratégia nacional:
“A alegação de que a Estratégia Nacional para Mulheres e Meninas tem como objetivo ‘convencer os jovens irlandeses de que ser uma mãe que fica em casa é algo negativo’ é absolutamente falsa… Tem havido uma campanha online de desinformação sobre a Estratégia Nacional para Mulheres e Meninas e seu Plano de Ação correspondente”, afirmou o Departamento da Criança ao The Journal.
Segundo o governo, o objetivo do plano não é desencorajar mulheres a permanecerem em casa cuidando da família, mas garantir a igualdade:
“No centro da Estratégia Nacional para Mulheres e Meninas está o princípio de que as mulheres devem ter igualdade de oportunidades e liberdade de escolha para exercer os papéis que melhor se adequem às suas circunstâncias individuais e familiares”.