Ele foi detido junto com seu irmão na porta de uma luta de boxe sem luvas que iria apresentar.

Andrew Tate e seu irmão Tristan voltaram a ser presos sob a acusação de violência contra mulheres.
Andrew e Tristan Tate foram detidos pelas autoridades americanas no último sábado (18), em Miami.
Eles foram abordados por agentes do U.S. Marshals Service no lado de fora do James L. Knight Center, pouco antes de Andrew Tate apresentar um evento de boxe sem luvas ao lado do ex-campeão do UFC Jon Jones.
A operação atendeu um pedido de extradição do Reino Unido, onde os irmãos responderão por novas acusações.
Com as novas denúncias, sobe para 59 o número de acusações que os dois enfrentarão na Justiça britânica.
Veja abaixo a declaração da polícia britânica sobre o caso:
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As novas acusações foram apresentadas após a polícia de Bedfordshire, na Inglaterra, encaminhar um novo conjunto de provas aos promotores.
Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2010 e 2017 e incluem uma série de crimes que teriam sido cometidos por Andrew Tate, como:
sete novas acusações de estupro;
três acusações de organizar ou facilitar tráfico para exploração sexual;
acusações relacionadas à produção e posse de imagens indecentes envolvendo menores e pornografia extrema.
Já Tristan Tate também foi acusado de participar em uma série de crimes, incluindo:
dois estupros;
três crimes de tráfico para exploração sexual;
outras acusações ligadas a violência sexual.
Com as novas denúncias, o número de supostas vítimas no processo passou para sete.
Essa não é a primeira vez que os irmãos Tate são detidos por causa de graves acusações sobre violência contra a mulher.
Os dois chegaram a ser presos na Romênia em dezembro de 2022, ficando sob controle judicial das autoridades do país durante o ano seguinte.
A ação fazia parte de um processo que investiga uma suposta rede de tráfico humano, responsável por levar ao menos 35 mulheres para o país e fazê-las produzir peças de conteúdo “adulto” vendido na plataforma Onlyfans.
De acordo com a promotoria, Andrew se aproximava das vítimas pela internet, aproveitando a vulnerabilidade para conquistar seus corações, método conhecido como loverboy.
Uma vez convencidas de que tinham encontrado o amor de suas vidas, as mulheres eram convidadas a se mudar para a Romênia, onde passavam a ser exploradas sexualmente e mantidas em cárcere privado.
A organização teria arrecadado um valor estimado em aproximadamente R$15.4 milhões com a exploração das vítimas.