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Em Cabo Verde, Lula agradece “por tudo que foi produzido durante 350 anos de escravidão”

A fala repercutiu negativamente nas redes sociais e os internautas cobraram declarações de repúdio de autoridades.

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Redação Brasil Paralelo
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Lula cumprimentando o presidente de Cabo Verde, José Maria Neves.
Fonte da imagem: Foto: Ricardo Stucker/ PR

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Em visita ao país africano Cabo Verde, o presidente Lula agradeceu por tudo que “foi produzido durante os 350 anos de escravidão” africana no Brasil. A fala repercutiu negativamente nas redes sociais.

“Nós temos uma profunda gratidão ao continente africano por tudo que foi produzido durante 350 anos de escravidão no nosso país. Nós achamos que a forma de pagamento que um país como o Brasil pode fazer é (inaudível) em tecnologia, a possibilidade de formação de gente para que tenha especialização nas áreas que o continente africano precisa, ajudar na possibilidade de industrialização e agricultura”, disse Lula.

A visita ao país não constava na agenda oficial do chefe do Executivo federal. O grupo governista decidiu encontrar o presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, após a participação na Cúpula de Bruxelas, na Bélgica.

“Nós queremos, agora, com a minha volta, recuperar a boa e produtiva relação que o Brasil tinha com os países do continente africano”, disse o petista.

A fala do presidente não soou bem

Nas redes sociais, diversos internautas têm cobrado grupos defensores dos direitos humanos para manifestar repúdio à fala do presidente.

O tema da escravidão é sensível e ainda suscita diversas discussões. Na série Brasil, A Última Cruzada, historiadores e professores especialistas em história da escravidão e dos povos africanos aprofundam o tema.

Alberto da Costa e Silva, Thomas Giulliano, Paulo Cruz, são alguns dos nomes que aprofundam a temática na série, que é o maior resgate já feito da história brasileira.

[LEADS] Brasil Evangélico
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