Arqueólogos encontraram a Arca de Noé? Descubra o que foi descoberto até agora por projeto que viralizou
Grupo de pesquisadores está investigando formação rochosa próxima de local descrito na Bíblia.

Um grupo de arqueólogos acredita ter encontrado novos indícios que podem ajudar a esclarecer uma das histórias mais conhecidas da Bíblia.
O projeto Noah's Ark Scans reúne arqueólogos, geólogos e especialistas em solo em uma expedição que busca identificar possíveis vestígios da Arca de Noé.
Segundo o relato bíblico, a embarcação foi construída por ordem de Deus para preservar Noé e sua família, além de um casal de cada espécie de animal terrestre durante o dilúvio.
Após receber autorização oficial do governo da Turquia, a equipe iniciou uma nova fase de pesquisas na Formação Durupınar, próxima ao Monte Ararat.
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Foram encontrados restos de madeira?
Durante as perfurações mais recentes, uma das brocas utilizadas pelos pesquisadores quebrou ao atingir uma camada extremamente dura no subsolo, levantando novas dúvidas sobre o que existe abaixo da estrutura.
Segundo Andrew Jones, fundador do grupo, a equipe ainda não sabe exatamente o que provocou a quebra do equipamento.
Entre as possibilidades avaliadas estão um bloco de rocha comum ou um material altamente mineralizado que pode ter origem orgânica.
"Não identificamos nenhum material como madeira antiga nem estabelecemos sua idade, porque os resultados laboratoriais ainda não ficaram prontos", explicou Jones à revista Newsweek.
Ele ressaltou que a hipótese de a estrutura conter restos da embarcação bíblica continua sendo apenas uma possibilidade:
"Quando afirmei em nosso comunicado que essas camadas poderiam ser os restos deteriorados da camada superior da Arca, eu estava descrevendo a hipótese que estamos testando, não uma descoberta."
O que os pesquisadores encontraram até agora?
Nos últimos meses, a equipe realizou uma série de perfurações na Formação Durupınar para retirar amostras do interior da estrutura.
Segundo os pesquisadores, os primeiros testemunhos de solo revelaram camadas ricas em matéria orgânica.
Até o momento, eles afirmam não ter encontrado grandes blocos de calcário maciço nem o tipo de rocha que muitos geólogos esperariam encontrar caso a formação fosse apenas uma elevação natural.
Essas observações iniciais levaram o grupo a ampliar os exames. As amostras estão sendo submetidas a análises químicas, microscópicas e mineralógicas.
Segundo Jones, somente essa comparação poderá indicar se existe alguma diferença significativa.
Ainda assim, a presença de matéria orgânica ou até mesmo de madeira antiga não provaria, por si só, que houve uma construção humana naquele local.
O que é a Formação Durupınar?
A estrutura investigada possui aproximadamente 157 metros de comprimento e fica no distrito de Doğubayazıt, no leste da Turquia, ao sul do Monte Ararat.
Seu formato semelhante ao de uma embarcação desperta interesse desde 1959, quando foi identificada em fotografias aéreas pelo capitão İlhan Durupınar, da Força Aérea turca.
Desde então, ela se tornou um dos principais locais associados à busca pela Arca de Noé.
O interesse existe porque o livro de Gênesis afirma que, após o dilúvio, a arca repousou "sobre os montes de Ararat".
Por causa dessa referência bíblica, diversos pesquisadores passaram a investigar estruturas existentes na região.
Enquanto alguns defendem que a formação pode esconder vestígios de uma antiga embarcação, outros geólogos afirmam que se trata apenas de uma formação rochosa produzida por processos naturais.
Um estudo publicado em 1996, por exemplo, concluiu que a estrutura seria completamente natural e classificou como infundada a hipótese de que ali estariam os restos da Arca de Noé.
Como funciona a expedição?
Diferentemente das antigas tentativas realizadas na região, a atual pesquisa utiliza tecnologias que permitem estudar o subsolo antes de qualquer escavação.
Entre os equipamentos empregados estão:
radar de penetração no solo (GPR);
tomografia de resistividade elétrica (ERT);
tecnologia LiDAR;
mapeamento por GPS;
modelos digitais em duas e três dimensões;
perfurações para retirada de amostras profundas.
Além disso, a equipe utiliza um equipamento conhecido como Gopher, descrito pelos pesquisadores como um robô subterrâneo capaz de alcançar áreas onde uma pessoa não conseguiria entrar.
Segundo o Noah's Ark Scans, levantamentos anteriores identificaram estruturas subterrâneas com linhas retas e compartimentos que lembram divisões internas, localizados cerca de nove metros abaixo da superfície.
Os pesquisadores também afirmam que análises feitas em amostras coletadas em 2024 indicaram uma concentração de matéria orgânica quase três vezes maior dentro da formação do que na área externa.
Esses resultados ainda fazem parte das investigações e não foram considerados conclusivos.
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