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Deputada do PSOL quer que homofobia torne políticos inelegíveis

Para Sâmia Bomfim, quem pensa dessa forma “não deveria ser premiado com um cargo público”.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Sâmia Bomfim fez projeto para deixar condenados homofobia inelegiveis
Fonte da imagem: Reprodução

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Um projeto de lei apresentado pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) pode tornar inelegíveis pessoas condenadas por homofobia e transfobia

A proposta altera a Lei da Ficha Limpa para incluir esse tipo de condenação entre as situações que impedem alguém de disputar eleições.

A homofobia e a transfobia são consideradas crimes desde 2019, quando o STF decidiu enquadrar discriminação contra LGBTs na Lei do Racismo

Na ocasião, a Corte entendeu que essas condutas deveriam ser tratadas como crime de racismo, já que não havia nenhuma lei específica para lidar com a questão.

Agora, a proposta busca levar esse entendimento para a regra eleitoral. Com isso, pessoas condenadas por um órgão colegiado da Justiça ficariam impedidas de concorrer a cargos públicos.

A inelegibilidade começaria a valer a partir da condenação e permaneceria até oito anos após o cumprimento da pena

O modelo segue o mesmo princípio já aplicado a outros crimes previstos na Lei da Ficha Limpa, como racismo, violência doméstica e crimes contra a administração pública.

Em entrevista para a revista Fórum, a parlamentar afirmou que a medida não fere os correios políticos no país.

Na sua visão, pessoas condenadas por esse tipo de crime não deveriam ter direito a exercer um cargo:

Quem pratica ou incentiva a discriminação não pode ser premiado com a possibilidade de exercer funções públicas eletivas. A política precisa ser parte da solução para o enfrentamento da violência, e não um espaço de legitimação do preconceito”.

No entanto, a decisão do STF não estabelece de maneira clara o que pode ser considerado homofobia.

Ano passado, uma ativista feminista chegou a receber refúgio na Europa por conta de um processo aberto por Érica Hilton.

Na ocasião, chamar a parlamentar de homem em suas redes sociais foi suficiente para que a Justiça fosse acionada.

Apesar de uma decisão de Gilmar Mendes inocentar a ativista, casos assim continuam acontecendo no Brasil.

Processos se tornam mais comuns, à medida que o debate sobre Ideologia de Gênero avança.

Apesar de ser um dos temas mais discutidos no mundo, a grande maioria das pessoas não entendem a questão a fundo.

A Brasil Paralelo investigou a ideologia de gênero, suas raízes e consequências com o especial Geração Sem Gênero. Assista completo abaixo:

[LEADS] Brasil Evangélico
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