Para Sâmia Bomfim, quem pensa dessa forma “não deveria ser premiado com um cargo público”.

Um projeto de lei apresentado pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) pode tornar inelegíveis pessoas condenadas por homofobia e transfobia.
A proposta altera a Lei da Ficha Limpa para incluir esse tipo de condenação entre as situações que impedem alguém de disputar eleições.
A homofobia e a transfobia são consideradas crimes desde 2019, quando o STF decidiu enquadrar discriminação contra LGBTs na Lei do Racismo.
Na ocasião, a Corte entendeu que essas condutas deveriam ser tratadas como crime de racismo, já que não havia nenhuma lei específica para lidar com a questão.
Agora, a proposta busca levar esse entendimento para a regra eleitoral. Com isso, pessoas condenadas por um órgão colegiado da Justiça ficariam impedidas de concorrer a cargos públicos.
A inelegibilidade começaria a valer a partir da condenação e permaneceria até oito anos após o cumprimento da pena.
O modelo segue o mesmo princípio já aplicado a outros crimes previstos na Lei da Ficha Limpa, como racismo, violência doméstica e crimes contra a administração pública.
Em entrevista para a revista Fórum, a parlamentar afirmou que a medida não fere os correios políticos no país.
Na sua visão, pessoas condenadas por esse tipo de crime não deveriam ter direito a exercer um cargo:
“Quem pratica ou incentiva a discriminação não pode ser premiado com a possibilidade de exercer funções públicas eletivas. A política precisa ser parte da solução para o enfrentamento da violência, e não um espaço de legitimação do preconceito”.
No entanto, a decisão do STF não estabelece de maneira clara o que pode ser considerado homofobia.
Ano passado, uma ativista feminista chegou a receber refúgio na Europa por conta de um processo aberto por Érica Hilton.
Na ocasião, chamar a parlamentar de homem em suas redes sociais foi suficiente para que a Justiça fosse acionada.
Apesar de uma decisão de Gilmar Mendes inocentar a ativista, casos assim continuam acontecendo no Brasil.
Processos se tornam mais comuns, à medida que o debate sobre Ideologia de Gênero avança.
Apesar de ser um dos temas mais discutidos no mundo, a grande maioria das pessoas não entendem a questão a fundo.
A Brasil Paralelo investigou a ideologia de gênero, suas raízes e consequências com o especial Geração Sem Gênero. Assista completo abaixo: