Delegada, namorada de líder do PCC, é presa suspeita de proteger integrantes da facção
Investigação apura esquema que teria movimentado mais de R$14 milhões.

Uma delegada da Polícia Civil do Pará foi presa sob suspeita de receber R$50 mil para fornecer informações sigilosas e proteger integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Maria Virgínia Grimwood Pinto foi detida em um hotel em Brasília.
A investigação aponta que ela mantinha um relacionamento amoroso com Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado como uma das lideranças da facção em Pernambuco.
Renato também foi preso nesta quinta-feira, durante uma operação da Polícia Civil de Pernambuco.
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Celular de líder do PCC levantou suspeitas contra a delegada
A ligação entre a policial e a organização criminosa começou a ser investigada após a primeira prisão de Renato, em janeiro de 2025.
Na ocasião, os investigadores apreenderam seu celular e conseguiram autorização judicial para acessar as conversas.
As mensagens revelaram possíveis colaboradores da facção e levantaram suspeitas sobre a atuação da delegada.
Segundo a investigação, Maria Virgínia teria usado seu cargo para fornecer informações restritas e facilitar o acesso de criminosos a sistemas de segurança pública.
Em troca, teria recebido vantagens financeiras. Uma transferência de R$50 mil foi mencionada nas conversas analisadas pelos policiais.
Esquema teria movimentado mais de R$14 milhões
A prisão faz parte da Operação Sinalagma, que investiga tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro em diferentes estados.
O grupo investigado teria movimentado mais de R$14 milhões.
Para esconder a origem dos recursos, os suspeitos teriam utilizado documentos falsos, empresas e contas bancárias de terceiros.
Nesta quinta-feira, foram cumpridos três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. A polícia também realizou buscas na residência e no gabinete da delegada, em Belém.
A Justiça autorizou ainda o bloqueio de valores e a apreensão de bens relacionados à investigação.
Maria Virgínia é investigada por possíveis crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa.
A suspeita central é que informações e recursos da própria polícia tenham sido usados para favorecer integrantes do PCC.
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