Ir para o conteúdo principal
Atualidades•5 min de leitura

Como empresários buscam crescer apesar das incertezas na economia e nas regras do país

Pesquisa com 800 donos de pequenas e médias empresas mostra a pressão dos juros e da Reforma Tributária. Em São Paulo, o G4 Valley reúne 15 mil empresários para discutir saídas.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Steve Wozniak
Fonte da imagem: G4 Valley

Receba notícias gratuitamente em seu email

Próximo envio em
23h
07m
05s

Três em cada quatro donos de pequenas e médias empresas acham que o Brasil está ruim para fazer negócios. Mesmo assim, boa parte deles não pretende recuar.

O retrato aparece em uma pesquisa do G4, plataforma de soluções empresariais, feita com 800 fundadores e sócios de pequenas e médias empresas de todo o país.

Se colocássemos 100 desses empresários na mesma sala, só 11 diriam que este é um bom momento para empreender. Outros 75 achariam o ambiente ruim ou muito ruim.

Pergunte o que mais atrapalha, e as respostas se dividem entre três problemas. Um em cada quatro aponta os juros e o crédito caro. Quase o mesmo número fala da dificuldade de encontrar e manter bons funcionários. Um em cada cinco cita os impostos.

A burocracia pesa sobre todos. Para 73%, ela representa um custo alto ou insuportável.

Quando o assunto é a Reforma Tributária, a sala fica ainda mais apreensiva. Quase oito em cada dez olham para as mudanças com preocupação ou dúvida.

Mais da metade espera gastar mais para manter a empresa funcionando. E menos de cinco acreditam que vão pagar menos imposto.

"O pequeno e médio empresário é quem mais sente na pele o impacto da política econômica e da oscilação de juros, mas é quem costuma ter menos margem para errar", afirma Tallis Gomes, cofundador e presidente do G4.

  • Que tal receber notícias todos os dias em seu WhatsApp? Clique aqui e entre para o canal oficial da Brasil Paralelo. 

O pessimismo não parou as empresa

O pessimismo não virou paralisia. Segundo a pesquisa, 45,6% das empresas planejam contratar ou manter as equipes nos próximos 12 meses. Outras 25,5% estão trocando etapas operacionais por tecnologia para reduzir custos.

Com crédito caro e regras em mudança, sobra pouco espaço para decisões no improviso.

O empresário precisa cuidar do caixa, organizar processos e aprender com quem já passou pelos mesmos problemas.

É nesse último ponto que entram os encontros de negócios.

[LEAD] TECHNOCRACIA

Um encontro com 15 mil empresários

Entre 29 e 31 de outubro, São Paulo recebe o G4 Valley 2026, na São Paulo Expo. A expectativa é reunir 15 mil fundadores, CEOs e executivos para três dias de conteúdo sobre gestão, vendas, inteligência artificial e crescimento.

O principal convidado é Steve Wozniak, cofundador da Apple. Ao lado de Steve Jobs, ele desenvolveu o Apple I e o Apple II, computadores que ajudaram a popularizar a computação pessoal.

No evento, vai falar sobre inovação, produto e escala.

A programação também reúne nomes de diferentes setores da economia brasileira, como:

  • João Adibe, da Cimed;

  • Alê Costa, da Cacau Show;

  • Roberto Sallouti, do BTG Pactual;

  • Salim Mattar, cofundador da Localiza;

  • David Feffer, da Suzano Holding.

"Empreender no Brasil exige coragem, mas coragem sem direção pode custar a sobrevivência da empresa", diz Misa Antonini, sócia e CEO do G4.

Se você quer entender como grandes empresários estão atravessando esse cenário, o G4 Valley acontece das 8h às 22h, nos três dias, na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, em São Paulo.

Clique aqui e garanta sua inscrição.

[LEAD] TECHNOCRACIA
[LEAD] TECHNOCRACIA