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Cientistas encontram aranha brilhante e insetos desconhecidos durante expedição na África. Veja imagens

Pesquisadores desbravaram uma região pouco explorada nas florestas de Angola.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Aranha brilhante encontrada na África
Fonte da imagem: Projeto Wilderness

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No coração da África, em uma região pouco explorada ao leste de Angola, cientistas fizeram descobertas impressionantes

A área era considerada "um dos últimos grandes pontos cegos de biodiversidade" do continente. 

Lá foram encontradas espécies de insetos e um aracnídeo nunca antes registrados pela humanidade.

As descobertas aconteceram no Planalto de Lisima, uma região remota que abriga as nascentes de quatro dos maiores sistemas fluviais da África

  • Congo;

  • Okavango;

  • Zambeze;

  • Cuanza. 

Apesar de sua importância ecológica, o local permaneceu durante décadas praticamente fora do alcance dos pesquisadores por causa do difícil acesso.

Aranha fluorescente intriga a ciência

Entre os achados que mais chamaram a atenção dos cientistas está uma aranha-caranguejo-coroada capaz de brilhar em azul quando exposta à luz ultravioleta. 

O fenômeno ainda não foi completamente compreendido pelos pesquisadores, que investigam qual seria sua função na natureza.

Projeto Wilderness
Projeto Wilderness

Aranha imita uma joaninha

Outra descoberta curiosa foi uma aranha tecelã que imita a aparência de joaninhas tóxicas. 

Essa estratégia ajuda o animal a se proteger de predadores, que evitam atacar aquilo que parece ser perigoso.

Projeto Wilderness
Projeto Wilderness

Nova espécie de grilo encontrada

Os pesquisadores também identificaram um grilo predador encouraçado, descrito como um animal de aparência intimidadora e comportamento caçador. 

Além dele, foram registradas três espécies inéditas de gafanhotos, esperanças e grilos.

Projeto Wilderness
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[LEADS] Brasil Evangélico

Mariposas e libélulas impressionam cientistas

As libélulas também surpreenderam os especialistas. Entre as 103 espécies registradas durante o levantamento, oito podem ser completamente novas para a ciência. 

O mesmo aconteceu com oito espécies de mariposas ainda não catalogadas oficialmente.

Os cientistas encontraram cerca de 60 espécies de mariposas e borboletas que agora passarão por análises detalhadas.

Os pesquisadores também documentaram a rara mariposa-de-muitas-plumas, cujas asas lembram delicadas penas em vez de formar uma membrana única como acontece na maioria das mariposas.

Projeto Wilderness
Projeto Wilderness

Nem apenas as espécies inéditas chamaram atenção. O levantamento também registrou animais já conhecidos pela ciência, mas considerados extraordinários

Veja como foi a expedição

A pesquisa fez parte do projeto Atlas da Vida em Cassai, conduzido pelo The Wilderness Project

Em fevereiro de 2026, uma equipe formada por 16 especialistas africanos e internacionais percorreu áreas de difícil acesso para documentar a fauna e a flora da região.

O trabalho ocorreu durante o auge da estação chuvosa, o que tornou a missão ainda mais desafiadora

Segundo o líder da expedição, Rob Taylor, os veículos ficaram atolados diversas vezes na lama. 

A equipe também enfrentou problemas mecânicos e casos de malária entre os participantes.

Mesmo diante das dificuldades, os cientistas aproveitaram cada parada forçada para explorar áreas próximas, incluindo zonas úmidas, florestas pantanosas e campos sazonalmente alagados.

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