Oito músicos que acompanhavam a apresentação da artistas também sofrerão a pena.

A cantora iraniana Parastoo Ahmadi foi condenada a 74 chibatadas pelo regime islâmico após um show transmitido na internet.
Além disso, ela também está impedida de participar de eventos artísticos e deixar o país pelos próximos dois anos.
Essa pena é uma dura resposta a um vídeo em que ela aparece cantando sem o hijab, veu islâmico e usar um vestido preto que mostrava seus obros.
Para as autoridades, isso foi suficiente para ela ser considerada culpada por ofensa à moral pública” e "produção, envio, distribuição e publicação" de conteúdos "vulgares e imorais".
A República islâmica proíbe que mulheres cantem em público por considerar que a voz feminina pode ser considerada sensual.
Na apresentação, que foi ao ar em 2024 e conta com 2,9 milhões de visualizações, ela apresenta um concerto em um espaço vazio.
As gravações foram feitas no Caravançarai de de Deir Gachin, uma pousada medieval que abrigava caravanas de comerciantes na cidade de Qom, considerada sagrada para os muçulmanos xiitas.
As penas também deverão ser aplicadas em ao menos oito integrantes da banda que acompanharam Parastoo na apresentação.
Parastoo Ahmadi nunca escondeu seus posicionamentos contrários ao poder dos aiatolás.
Ela se tornou famosa após apoiar os protestos de 2022 que pediam liberdade para as mulheres no país.
Com o slogan “Mulher, Vida, Liberdade”, as movimentações começaram após a jovem Jina Mahsa Amini morrer na prisão após se recusar a usar o véu.
Na época, Ahmadi esteve entre os artistas que declararam seu apoio à causa e aos manifestantes, que enfrentaram uma dura repressão.
Chegou a fazer uma interpretação do poema patriótico Sobre o Sangue da Juventude da Pátria, do poeta Aref Qazvini, que se tornou um símbolo.
Oriente Médio tem vivido dias de tensão, com trocas de mísseis e bombardeios entre o regime de Teerã e as forças ocidentais.
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