Regime Islâmico e EUA ainda deverão discutir o destino do programa nuclear.

Após semanas de tensão no Oriente Médio, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos chegaram a um acordo de paz com o regime iraniano.
O anúncio foi feito na noite de domingo (14), na Truth Social. O presidente declarou que autorizava a remoção imediata do bloqueio naval americano e a reabertura da passagem marítima:
“Por meio deste, autorizo plenamente a abertura sem cobrança de tarifas do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos.”
Pouco depois, Trump esclareceu que a abertura definitiva do estreito deve ocorrer após a assinatura formal do acordo, marcada para a próxima sexta-feira (19), na Suíça.
Embora o texto completo ainda não tenha sido divulgado, repórteres da CNN afirmam que fontes iranianas disseram que o acordo tem pontos como:
Haja um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;
O Estreito do Ormuz seja reaberto imediatamente. O Irã não cobre taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;
Os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;
Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;
O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.
Já a agência de notícias Reuters afirma que o governo americano mencionou questões como:
O Estreito de Ormuz será reaberto;
O programa nuclear iraniano será desmantelado;
O Irã não receba dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo.
Apesar do anúncio, uma das principais questões que deu origem ao conflito continua sem solução definitiva.
Segundo a BBC, o acordo ainda não deixa claro como será o futuro do programa nuclear iraniano, na realidade, apenas abre caminho para discussões futuras.
Fontes ligadas ao governo americano afirmam que Washington busca uma proibição duradoura e verificável do enriquecimento nuclear pelo Irã.
Já autoridades iranianas sustentam que Teerã não pretende abrir mão de seu direito de enriquecer urânio.
Também permanecem em discussão temas como o destino do material nuclear iraniano, o possível desmantelamento de estruturas do programa atômico e a fiscalização internacional.
Mesmo sem uma solução definitiva, Trump disse que seu acordo é melhor do que o assinado por Obama:
“Meu acordo com o Irã é exatamente o oposto: uma barreira contra qualquer arma nuclear! Na verdade, eles não querem mais uma arma nuclear, nem terão uma, seja por compra, desenvolvimento ou qualquer outra forma de obtenção”.
Oriente Médio tem vivido dias de tensão, com trocas de mísseis e bombardeios entre o regime de Teerã e as forças ocidentais.
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