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Brasileiros dominam os gramados da Casa Branca, mas a noite termina em tristeza nacional

Somente os Estados Unidos tinham mais representantes no UFC Freedom do que o Brasil. O evento comemorava os 250 anos do país e o aniversário de Donald Trump.

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Redação Brasil Paralelo
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Diego Lopes, Maurício Ruffy e Alex “Poatan” Pereira representaram o Brasil em noite histórica no UFC Freedom.
Fonte da imagem: Diego Lopes, Maurício Ruffy e Alex “Poatan” Pereira representaram o Brasil em noite histórica no UFC Freedom.

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Donald Trump sentou-se em uma cadeira próximo ao octógono. Com um boné branco com a inscrição “USA”, sigla em inglês para Estados Unidos, ele acompanhou todas as lutas, da abertura ao encerramento, que só aconteceu depois das 2h da madrugada, no horário de Brasília.

Trump assiste à luta entre o brasileiro Alex “Poatan” Pereira e o francês Ciryl Gane no UFC Freedom.
Trump assiste à luta entre o brasileiro Alex “Poatan” Pereira e o francês Ciryl Gane no UFC Freedom — KENT NISHIMURA / AFP via Getty Images

O espetáculo foi algo nunca visto antes na história do esporte 

Duas estruturas monumentais foram montadas. Uma, dentro do gramado da Casa Branca, chamada de “A Garra”, servia como uma arena provisória, com muitas luzes, arquibancada exclusiva e telões. 

Outra foi montada do lado de fora: um grande palco de show para que as outras pessoas pudessem acompanhar os combates.

Estrutura monumental é montada em frente à Casa Branca para receber o UFC Freedom.
Estrutura monumental é montada em frente à Casa Branca para receber o UFC Freedom. — UFC

Esse evento memorável teve sua primeira luta vencida por um brasileiro. Os brasileiros estavam presentes em peso e perdiam em número apenas para os donos da casa, os americanos. Foram 8 lutadores dos EUA, 3 do Brasil, 1 da Geórgia, 1 da França e 1 do Canadá.

Todas as lutas terminaram em nocaute

Aparentemente, os lutadores sentiram a energia do evento. Em nenhum dos combates houve administração de energia ou anti-jogo; era uma trocação de golpes frenética, por parte de atletas determinados a entregar um grande espetáculo à torcida.

Torcida animada acompanha combates intensos durante o UFC Freedom, em noite histórica diante da Casa Branca.
Torcida animada acompanha combates intensos durante o UFC Freedom, em noite histórica diante da Casa Branca. — Pool / Getty Images

O resultado foi que nenhuma luta chegou ao último round nem foi decidida por pontos: todas terminaram em nocaute.

O caso do Brasil

A nação brasileira tinha como maior ambição ver Alex “Poatan” Pereira fazer história e se tornar o primeiro lutador de todos os tempos a conquistar três cinturões, cada um em uma categoria diferente.

Ele enfrentou o francês Ciryl Gane, considerado o número 1 dos pesos-pesados. Sua entrada foi triunfal e todos estavam otimistas, afinal, os dois brasileiros que lutaram antes, Diego Lopes e Maurício Ruffy, tiveram vitórias incríveis por nocaute.

Poatan precisou ganhar muito peso para subir de categoria e demonstrava golpes mais lentos. Gane estava lutando em sua zona de conforto e se movia com velocidade.

Por mais que o atleta brasileiro tenha conseguido bons chutes, Gane conseguia golpeá-lo com socos e sair sem tomar contragolpes significativos.

Ao final do primeiro round, a câmera mostrou um Poatan cansado e um Gane enérgico. A torcida estava com Poatan, mas, infelizmente, a noite foi de Gane. Um nocaute levou o campeão brasileiro à derrota.

Questionado sobre o ocorrido, Poatan disse que faria o que sempre fez: continuaria arriscando. Afinal, ele teve muita coragem ao ganhar tanto peso para buscar o cinturão em uma categoria acima.

Questionado se continuaria nos pesos-pesados, Poatan disse que avaliaria com sua equipe.

A derrota de Poatan entristeceu a nação brasileira, mas, no placar geral, o Brasil teve uma noite positiva, com duas vitórias contra uma derrota. 

O UFC Freedom, sem dúvidas, entrou para a história das lutas, e o Brasil estará para sempre marcado como protagonista do evento.

[LEADS] Brasil Evangélico
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