Levantamento aponta 461 presos ligados a 37 organizações criminosas em unidades federais de segurança máxima.

Manter presos de alta periculosidade e chefes de facções em penitenciárias federais de segurança máxima tem custado cada vez mais aos cofres públicos.
Dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e divulgados pelo Metrópoles mostram que as despesas do Sistema Penitenciário Federal chegaram a R$279,3 milhões em 2025.
O sistema é formado por cinco presídios federais: Brasília, Catanduvas, Campo Grande, Mossoró e Porto Velho. Essas unidades recebem presos considerados de alto risco, entre eles integrantes e lideranças de organizações criminosas.
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), atualmente há 461 detentos com vínculo identificado com facções criminosas no sistema. Desse total, 159 exercem funções de liderança regional ou nacional.
A lista inclui integrantes de 37 organizações criminosas.
Que tal receber notícias todos os dias em seu WhatsApp? Clique aqui e entre para o canal oficial da Brasil Paralelo.
O custo médio mensal informado por detento também subiu. Em 2025, chegou a R$46.462,44, maior valor da série histórica iniciada em 2020.
Nos dois primeiros meses de 2026, o custo médio por preso ficou em R$46.208,88, valor usado como projeção para comparar o ritmo de gastos com anos anteriores.
A escalada acompanha o aumento das despesas totais do sistema. Apenas em janeiro e fevereiro de 2026, as penitenciárias federais já haviam utilizado R$51,9 milhões.
A Senappen afirma que as unidades adotam separação formal dos presos por facção, seguindo critérios da Lei de Execução Penal e protocolos de segurança.
Segundo o órgão, nunca houve homicídios ou rebeliões motivadas por conflitos entre facções dentro dos presídios federais de segurança máxima.
A pasta atribui esse resultado à distribuição e segregação dos presos conforme o grupo criminoso ao qual pertencem.
Parte das informações solicitadas, como dados separados por facção, protocolos específicos de inteligência e registros sobre conflitos entre organizações criminosas, não foi divulgada.
A Senappen alegou que esse material tem caráter restrito por envolver segurança pública e inteligência penitenciária.
Números como esses mostram apenas a superfície de um sistema muito mais complexo, com regra e disputas que raramente chegam ao público.
Para entender essa engrenagem por completo, assista gratuitamente "Entre Lobos 2026", a maior produção já feita sobre segurança pública no país.
Mais de 50 especialistas revelam, pela primeira vez, o retrato completo do crime no Brasil.
Estreia no dia 30 de julho.
Clique aqui e garanta seu lugar.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.