Ex-ditador sírio fugiu para a Rússia após a queda do regime em 2024.

Bashar al-Assad foi condenado à morte por um tribunal da Síria nesta terça-feira (11). A sentença foi dada sem a presença de Assad no julgamento.
O ex-ditador não estava no país para ouvir a decisão. Desde dezembro de 2024, Assad vive em Moscou, para onde fugiu após forças rebeldes tomarem Damasco e encerrarem mais de cinco décadas de domínio de sua família sobre a Síria.
O tribunal considerou Assad culpado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil síria.
A decisão é a primeira condenação contra o ex-líder desde a queda do regime. Também é o primeiro grande veredito das autoridades de transição contra integrantes do antigo governo.
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Chegou ao poder em 2000, após a morte do pai, Hafez al-Assad, que havia comandado o país desde 1971.
Juntos, pai e filho mantiveram a Síria sob controle da mesma família por mais de meio século. A ruptura começou em 2011.
Em 2011, no contexto da Primavera Árabe, uma onda de protestos contra ditaduras no Oriente Médio e no Norte da África chegou à Síria.
Milhares de pessoas foram às ruas contra o regime de Bashar al-Assad. A resposta veio com prisões e repressão.
O levante popular se militarizou, e uma guerra civil eclodiu. A Síria se transformou em um dos maiores desastres humanitários do século.
Centenas de milhares de pessoas morreram. Milhões foram deslocadas. Cerca de 5 milhões buscaram refúgio em países vizinhos.
A decisão desta terça-feira também atingiu um dos nomes mais simbólicos do antigo regime. Atif Najib, primo de Assad e ex-chefe da segurança política na província de Daraa, também foi condenado à morte.
Daraa é considerada o berço da revolta síria de 2011.
O tribunal atribuiu a Najib crimes como assassinato, morte intencional de crianças menores de 15 anos e tortura que resultou em morte. Ele foi preso em janeiro do ano passado.
A condenação marca uma nova fase na Síria pós-Assad: o antigo regime começa a responder na Justiça. Mas o principal alvo do processo segue fora do alcance das autoridades, protegido em Moscou.
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Assad permanece na Rússia, aliado que sustentou militarmente seu governo durante a guerra civil.
Segundo informações publicadas pela imprensa internacional, o ex-ditador leva uma vida discreta em Moscou, protegido pelos russos e distante do país que governou com mão de ferro.
A Síria, enquanto isso, tenta sair dos escombros.
O novo governo, liderado por Ahmed al-Sharaa, busca consolidar a autoridade em um país ainda fragmentado. O país ainda tenta se reorganizar, mas segue dividido por conflitos internos e disputas pelo controle de regiões estratégicas.
A condenação à morte tem peso histórico. Pela primeira vez, a Justiça síria colocou Bashar al-Assad formalmente no banco dos réus.
Mas, enquanto ele seguir em Moscou, a sentença será também um retrato da impunidade deixada pela guerra.
A situação do Oriente Médio
O Oriente Médio é palco de conflitos que atravessam séculos, envolvem povos, religiões, fronteiras e disputas geopolíticas que ainda moldam o mundo.
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Aclamada internacionalmente, a produção investiga as raízes dos conflitos no Oriente Médio, com foco especial na guerra entre Israel e Palestina e em seus desdobramentos para outros países, como o Irã.
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